terça-feira, 31 de agosto de 2010

Minhas Razões para o Ruim ou Péssimo

De acordo com a última pesquisa Ibope sob a avaliação do atual Governo, estou entre aqueles míseros 4% da população que o consideram "ruim ou péssimo".

De modo a evitar embaraços para familiares e amigos, resolvi listar algumas razões para justificar minha avaliação, caso algum dia um instituto de pesquisa queira saber a minha opinião:

Economia: nada fez. O Governo Lula apenas deu continuidade às políticas econômicas do Governo FHC (graças a Deus!). Não considero nenhum mérito de Lula ter dado continuidade ao tripé metas de inflação, câmbio flexível e superávit primário, implantado por FHC.

Área Social: idem. O Bolsa Família foi adotado na administração passada a partir de um projeto desenvolvido inicialmente em Campinas e adotado em Brasília. O atual governo expandiu o seu alcance e afrouxou os controles.

Educação: o programa mais visível de Lula foi o ProUni, de alcance duvidoso. No ensino básico e médio estão aí as provas à nível nacional e internacional, que analisadas corretamente, mostram que estamos patinando enquanto nossos concorrentes avançam.

Gestão Pública: desastre total. Contratação desenfreada de pessoal, aparelhamento dos cargos de confiança, aumento da folha salarial acima da inflação e PIB. Tudo sob a falácia de que gasto público não é despesa e sim investimento.

Política Internacional: apoio incondicional a ditadores e regimes totalitários e os "sucessos" de acordo nuclear com Irã e na mediação de um acordo de paz no Oriente Médio falam por si. Fracasso na tentativa de eleger um brasileiro para cargos de importância em algum órgão internacional de peso.

Política Industrial: reintrodução do intervencionismo estatal, eleição de empresas campeãs turbinadas com financiamento farto e subsidiado do BNDES às custas do contribuinte brasileiro.

Meio Ambiente: a Ministra encarregada da pasta no início do Governo, pediu demissão e concorre a eleição por outro partido. Sem comentários.

Setor Bancário: lucros do setor cresceram 420% no Governo Lula em relação ao Governo FHC. Destaque para as políticas de crédito do Banco do Brasil e Caixa. Um dia a conta chega.

Reformas Estruturais: nenhuma. Reforma fiscal, trabalhista, política e previdenciária ficaram para o próximo governo lúcido. Corremos o risco de esperar por mais 12 anos.

Base Governista: José Sarney, Fernando Collor, Jader Barbalho, Renan Calheiros e Severino Cavalcanti, só para citar alguns. Partidos submissos e dóceis brigando por cargos. Congresso desmoralizado após o escândalo do mensalão ("eu não sabia de nada!").

Pré-sal e Petrobrás: tentativa tosca da volta da campanha do "Petróleo é Nosso!". Politizar a questão significa prejudicar acionistas (especialmente estrangeiros) da Petrobrás, endividar a empresa acima da sua capacidade e criar cargos para amigos em estatais.

Royalties do Petróleo: a maneira que o Congresso com base Lulista arranjou para fazer política de bairro com o dinheiro dos estados produtores. Mas os cariocas vão dar o troco e ajudarão a eleger a candidata oficial.

Resumindo o Governo Lula: seu "sucesso"pode ser explicado pelo exuberante crescimento econômico mundial e pelo apetite chinês por nossas commodities (ferro e soja principalmente) durante o seu mandato e pela manutenção e ampliação de políticas criadas no Governo FHC.

Mas apesar de todo esse ambiente favorável, o Brasil não cresceu mais do que a maioria dos países emergentes no mesmo período e nem lançou as bases que assegurará um crescimento sustentável no longo prazo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ninguém Aguenta Mais...

(Dos mesmos criadores do "Amar é...")

Ninguém aguenta mais...

1. Mãe Dilma e Pai Lula

2. "Já ganhou no primeiro turno" da turma da candidata oficial

3. Partilha de cargos antecipada na base de apoio da candidata oficial

4. Briga no PT por cargos no futuro governo de Mamãe

5. "Zé" Serra falando de saúde

6. Sigilo fiscal da oposição quebrado

7. Controle social da mídia

8. Inauguração de obra inacabada do PAC

9. Definição do preço do barril de petróleo para capitalização da Petrobrás

10. Lula dizendo que quem resolve é ele (o preço do barril de petróleo) pois o assunto deve ser tratado politicamente

11. Horário eleitoral gratuito

12. Tiririca, Mulher Pêra, Mulher Melão e ex-jogador de futebol candidato

13. Bruno, Macarrão, Bola, etc...

14. Foro de São Paulo

15. Apoio de empresário ao BNDES

16. Casal K agredindo a liberdade de imprensa na Argentina

17. Hugo Chávez agredindo todo o resto

18. China crescendo 10% ao ano

19. Europa não crescendo

20. Derrota do capitalismo de mercado

21. Vitória do capitalismo intervencionista de Estado

22. Candidato prometendo aumentar o Bolsa "qualquer coisa"


A lista é imensa e tenho certeza que cada um tem a sua.

Por favor peço aos meus 17 leitores e meio (o anão do Agamenon também lê o blog) para enviarem sugestões. Prometo atualizar a lista.

Ao contrário do que ocorreu recentemente na Venezuela, toda sugestão será publicada.

Aé mesmo aquela que expressar textualmente:"Ninguém aguenta mais ler esse blog".

Um Mundo Cada Vez Mais Dependente da China

Na coluna dessa semana no site "Investimentos e Notícias" comento a cada vez maior dependência do mundo com relação ao crescimento chinês (ver artigo).

Apesar do grande alarde recente pelo fato do PIB da China ter superado o do Japão, o fato é que ela sozinha não consegue impulsionar o consumo global, que ainda é muito dependente tanto dos EUA como da União Européia.

Hoje podemos comparar a delicada situação da economia mundial com a de um avião que tem 3 de suas 4 turbinas avariadas e que para sair da grande zona de turbulência que tem pela frente depende da turbina que resta funcionando a todo vapor, além da ajuda proveniente do sopro de seus passageiros, para ficar no ar.

Os passageiros do avião são os países emergentes que sopram a plenos pulmões, na ânsia de que o avião não caia, o que levaria para baixo o preço de suas exportações primárias e por conseguinte abortando seu crescimento.

Embora atualmente freqüente a primeira classe, o Brasil está cada vez mais dependente da "turbina" econômica chinesa.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O País dos Descolados

Em breve seremos um país com uma camêra na mão e uma idéia na cabeça!

Ou seria uma camêra na mão, uma roupa transada e nada na cabeça?

Depois de descobrir que temos 128 cursos superiores em Moda e uma quantidade incalculável em Cinema (artigo do Sardenberg de hoje no Globo), fiquei pensando nas perspectivas profissionais para essa multidão de estilistas e cineastas que nossas faculdades despejam no mercado a cada ano.

Vamos fazer um exercício. Consideremos uma quantidade igual de cursos superiores em Moda e Cinema e que cada um forma 15 alunos por ano. Chegaremos a aproximadamente 2 mil graduados em cada uma das profissões.

Agora eu pergunto a você: temos mercado de trabalho para absorver novas 4 mil pessoas com essa formação a cada ano? Acho que nem em Paris e Hollywood, para ficarmos nos principais mercados por especialização.

O que isso implica? Em uma oferta muito grande de mão-de-obra em um mercado consumidor pequeno. De acordo com aquela leizinha básica de Economia, isso se traduzirá em baixos salários.

Na verdade o problema começa com o que se ensina no Brasil e com o tipo de profissionias que desejamos formar para o mercado de trabalho. Infelizmente medidas recentemente propostas pelo Governo e aprovadas pelo Congresso nos dão uma boa idéia do caminho que escolhemos.

Ao tornar obrigatórias para o ensino básico disciplinas como sociologia, filosofia, cultura afro-brasileira e indígena (só para citar algumas), estamos necessariamente diminuindo o tempo para o ensino em disciplinas que as prepararão para um mercado de trabalho extremamente competitivo, tais como português, matemática, ciências e inglês.

Ou seja com a péssima formação curricular que estamos oferecendo hoje, estamos comprometendo o país para enfrentar os desafios tecnológicos do futuro. Isso se traduzirá em um país condenado a importar produtos e serviços de tecnologia avançada e a exportar produtos primários ou de baixo valor agregado. Haja boi, minério de ferro e petróleo!

Se você ainda não entendeu o tamanho do problema, pense no seguinte: você prefere que seu filho seja o cara que faz o filmete para vai passar no YouTube e divertir a galera ou o cara que inventou o YouTube e ganha dinheiro disponibilizando para os descolados um espaço para eles colocarem as suas criações e as empresas anunciarem?

Ainda está pensando? Seu filho deve ser descoladíssimo...

Para terminar. A PUC do Rio de Janeiro, Universidade de padrão científico com reconhecimento mundial, formou no ano passado 3 físicos, 2 matemáticos e 27 bacharéis em Cinema!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Definindo o Estado Brasileiro

Para quem não se lembra do caso, vai um pequeno resumo: dois juizes membros do Conselho Nacional de Justiça são condenados por venderem sentenças. Afastados são "condenados" a ficarem em casa recebendo seus salários de R$ 25 mil mensais até a morte, com o "agravante" de poderem transmitir aos seus familiares seus ordenados.

Isso mesmo que você leu: eles cometem o crime e nós (todos os contribuintes) somos condenados a pagar-lhes para que fiquem em casa.

Essa "pérola do bom senso" é uma boa amostra de como o Estado brasileiro e seus beneficiários diretos utilizam o país (na forma de impostos cobrados à sociedade) em benefício próprio.

As palavras de Roberto DaMatta em seu artigo de hoje em O Globo definem muito bem o tipo de Estado brasileiro:

"Uma prova cabal de como o Estado brasileiro aristocratiza cargos e pessoas. mais do que um clássico patrimonialismo, temos um estado republicano de molde imperial e aristocrático, no qual alguns cargos e poderes penetram a carne e o sangue na pessoa que deles tomam posse.

Com isso, são muito mais do que sócios ou donos do aparelho estatal, como ocorre no patrimonialismo, pois passam a ser filhos diletos e herdeiros deste Estado que sempre é forte com os fracos e fraco com os fortes".

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O Estado Empreendedor: De Volta para o Passado?

Na coluna dessa semana no site Investimentos e Notícias comento a crescente onda mundial intervencionista de vários governos em suas economias (ver artigo).

Para muitos países diante da necessidade urgente de crescer a economia e gerar empregos, a solução tem sido ressuscitar políticas industriais, que no passado se traduziram em muito gasto de dinheiro público, para um pequeno número de estórias de sucesso.

Por essas bandas tropicias temos visto cada vez mais liberações do BNDES a juros subsidiados em projetos de rentabilidade duvidosa mas de grande interesse do governo. De 2008 até a data, 2 estatais e 10 empresas privadas ficaram com expressivos 57% do total de financiamentos concedidos pelo Banco.

Pior ainda é a similaridade da prática (de tomar emprestado do Tesouro a juros mais altos do que empresta para os projetos) com a perigosa e explosiva relação que os governadores tinham com seus bancos estaduais.

Será que vamos assistir a reprise do filme de terror da década de 80 quando inúmeros esqueletos foram plantados em armários para gerações futuras?

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Salvação no Apagar das Luzes

Não me surpreenderei se por esses dias a novela Sakineh tiver um final feliz.

Seria uma forma do amigo e companheiro Ahmadinejad carinhosamente retribuir o favor recebido pelo patrocínio do acordo "cortina de fumaça" anunciado em maio passado.

O momento político doméstico não poderia ser melhor, especialmente se as pesquisas a serem divulgadas por esses dias indicarem a manutenção (ou ampliação) da vantagem da candidata oficial.

Sobre Bajuladores e Bajulados

Algumas frases tiradas da excelente coluna "A Bajulação Corrompe" de Rodrigo Constantino hoje no Globo:

"A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose; os admiradores corrompem" - Nelson Rodrigues

"O enganador autoenganado, convencido sinceramente do seu próprio engano, é uma máquina de enganar mais habilidosa e competente em sua arte do que o enganador frio e calculista" - Eduardo Giannetti

"Nas cortes dos príncipes, onde sucesso e privilégios dependem não da estima de inteligentes e bem informados, mas do favor de superiores presunçosos e arrogantes, a adulação e a falsidade prevalecem sobre mérito e habilidades" - Adam Smith

"O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica" - Norman Vincent

"A má conduta deve ser punida, independentemente de seu autor. Ninguém está acima da lei, e os fins não justificam os meios. O cinismo não é uma virtude. A ética não pode ser jogada no lixo, em troca de migalhas" - Rodrigo Constantino

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mais um Atentado contra as Mulheres

Fiquei ciente dos detalhes do caso de paternidade envolvendo o Vice Alencar esse final de semana. Configura mais um caso clássico dos poderosos da República Sindical contra os desprotegidos do andar de baixo, como diria o jornalista Elio Gaspari.

Segundo Noblat na sua coluna de hoje do Globo, Alencar conheceu Francisca em Caratinga e manteve com ela um relacionamento público durante 3 anos até 1955, quando ela engravidou.

Testemunhas arroladas em juízo garantiram que Francisca era enfermeira e que Alencar dormia em sua casa pelo menos um dia na semana, toda vez que ia à cidade.

Perto de seu falecimento Francisca revela a filha Rosemary quem era o seu verdadeiro pai. Essa, entra na Justiça com um processo de paternidade em 2001. Os advogados de Alencar sistematicamente tentam extinguir o processo por meio de inúmeros recursos.

Em sua defesa Alencar nega qualquer relacionamento e a acusa de frequentar zona de meretrício (o tradicional puteiro), chegando a fazer piada do ocorrido em recente programa do Jô: "Todo mundo que foi a zona, pode ser pai".

Alencar se recusa a fazer o teste de DNA alegando que eles não são 100% seguros, apesar de ser inferior a 1% a sua chance de erro. Como a legislação brasileira é muito clara nessa aspecto, a recusa em fazer o teste deu a Rosemary o direito de usar o nome do pai e a sua herança.

Muito triste esse caso. Empresário de sucesso do setor têxtil (freguês assíduo do BNDES e de amplos incentivos fiscais, diga-se de passagem) e sofrendo de um câncer a 13 anos, Alencar faz questão absoluta de rasgar a sua biografia no final da vida.

Em primeiro lugar como pessoa pública e pela solidariedade que vem recebendo dos brasileiros em seu momento mais difícil, deveria dar o exemplo.

Segundo porque fico imaginando como se sentirão todas as enfermeiras que cuidaram, cuidam e cuidarão do atual Vice.

E por fim pelo atentado à memória de uma pessoa que lhe deu carinho, amor, uma filha e que não pode se defender da torpe acusação de meretrício.

Mulheres no Brasil conseguem ser vilipendiadas mesmo depois de mortas.

domingo, 8 de agosto de 2010

Na Campanha Presidencial: Algumas Pérolas

Sobre a sua candidata, alçada a condição de mãe de todos os brasileiros depois de ter sido comparada a Jesus Cristo (torturado como ela) e a Nelson Mandela (perseguido por um regime ditatorial):

"Se vocês ainda têm preconceito em votar numa mulher, parem de ser besta. Ela lhe pariu, ela formou o seu caráter. Dê uma chance à sua mãe, já que ela deu tantas chances a você" - Lula.

O comentário é do jornalista Guilherme Fiúza em sua coluna no Globo de sábado último:

"Cada brasileiro tem agora a possibilidade de deixar de ser ingrato, e retribuir a quem sofreu para colocá-lo no mundo. O Brasil que tinha 190 milhões de técnicos de futebol, agora tem 190 milhões de filhos de Dilma e um filho do Brasil".

Mas atenção. Se você é daqueles que ainda não contribuiu para a campanha da candidata oficial, muito em breve você poderá receber uma cartinha da campanha dela, com um singelo lembrete:

"Em 2006, procurei sua empresa como coordenador financeiro do presidente Lula. Naquele momento, sua empresa não aceitou o convite para contribuir com nossa campanha. De todo modo, acredito que ela tenha se beneficiado com os avanços conquistados pelo Brasil..." - José de Filippi Júnior, tesoureiro da campanha de Dilma em carta aos grandes empresários brasileiros que não doaram a Lula em 2006.

Resumindo, se você ainda não percebeu que o Brasil melhorou única e exclusivamente por causa deles, está na hora de abrir a carteira e contribuir.

Caso contrário, eles podem deixar o Serra ganhar e aí você vai ver o que é bom pra tosse!

O Caso da Iraniana: Algumas Citações

"Se vale a minha amizade e carinho pelo presidente do Irã e se essa mulher estiver causando problemas por lá, nós a receberemos de bom grado" - Lula.

"Lula é uma pessoa muito humana e emotiva, que provavelmente não recebeu informações suficientes sobre o caso" - Ramin Mehmanparast, porta-voz da chancelaria iraniana.

"A defesa dos direitos humanos ocidentais são apenas uma política que dissimula com linguagem humanitária e altruísta as ações táticas das grandes potências em defesa de seus próprios interesses estratégicos" - Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães (SAE).

Do "colunista" Agamenon Mendes Pedreira que sintetizou com muita propriedade em uma única frase o gesto humanitário de Nosso Guia com a nossa atual política externa de condescendência com ditadores:

"Sempre humanitário, Luís Inácio Mulah da Silva, ofereceu à mulher que vai ser executada no Irã morar em Cuba. A pobre criatura preferiu ser apedrejada" .

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O Decepcionante Primeiro Debate Presidencial

Confesso que desanimei ao ver o formato do primeiro debate presidencial. Essa forma engessada de perguntas e respostas com tempo marcado no relógio, inibe o debate aberto com a livre troca de idéias.

E o desempenho dos candidatos?

Dilma foi mais Dilma do que nunca. O visual caprichado não ajudou muito seu fraquíssimo desempenho. Insegura, perdida, sem fluência, além de ter agredido impiedosamente o português.

Será que ela faz questão absoluta em mimetizar o chefe até nos erros de gramática? A diferença é que nele os erros gramaticais vêm junto com o pacote (afinal, é o Lula!) e nela soa falta de conhecimento para uma pessoa que se diz tão preparada para o cargo.

Serra se saiu bem quando rechaçou as tentativas dela de comparar governos. Disse muito bem que o Brasil avançou muito com os últimos 2 governos e que isso já está dado. O que importa agora é saber quem conduzirá melhor o país.

Acho que os petistas devem ter ficado bastante preocupados depois desse primeiro debate. Os tucanos também devem ficar, pois Serra teve uma excelente oportunidade de se distanciar da sua principal opositora, e permitiu que Dilma nivela-se (por baixo) o debate no final.

A pergunta é quando temas espinhosos para o atual governo serão colocados no centro do debate. Os temas embaraçosos para o governo FHC já são página virada e foram duramente pisoteados pelos petistas nos últimos 8 anos.

Está mais do que na hora da oposição trazer a baila temas como a afinidade do atual governo com regimes totalitários, Farc's, mensalões, dossiês, etc.

Marina não maltratou a língua pátria em nenhum momento e sua linha de raciocínio era concatenada. Acho que ela deveria ter explorado mais a sua imagem "verde" e moderna, que tem muita identificação com o eleitorado jovem e "descolado".

Mas para primeira vez foi um desempenho razoável. Acho que a veremos em outros debates presidenciáveis no futuro.

Por sinal abaixo respostas as 3 perguntas de Plínio:

1. Sou contra a anistia aos desmatadores;

2. Sim, acho que tem que ter um limite para latifúndios. O número mágico de Plínio é mil hectares e o meu, um milhão de hectares;

3. Ninguém (principalmente o governo) tem que se meter em negociação da jornada de trabalho a não ser os interessados diretos.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Mais uma Bola Fora

É simplesmente impressionante a capacidade de nosso Governo em criar situações embaraçosas para o país perante o resto do mundo!

Como esperado, o "amigo e companheiro" Mahmoud Ahmadinejad rejeitou a proposta brasileira e declarou que o Presidente brasileiro é desinformado sobre a situação da iraniana condenada a morrer por apedrejamento ou enforcamento.

Fica claro que o "gesto humanitário" de Nosso Guia na verdade não passava de uma vacina eleitoral para que sua candidata (ver post de 31 de julho) não seja tachada pelos candidatos da oposição nos próximos debates, de pertencer a um partido que apóia regimes autoritários e que pouco faz pelos direitos humanos.

Alguém precisa rapidamente avisar a Nosso Guia, que não entende ou não quer entender, que o problema é apoiar publicamente com juras de amizade eterna, um regime que considera crime uma traição conjugal cuja pena pode levar à morte por meio bárbaro!

Mais ainda: a preocupação de Lula é tão grande em não desagradar o regime dos aiatolás, que seu comentário logo após a recusa iraniana de extraditar a condenada foi o de defender o fim dos embargos contra aquele país! E a pobre condenada, como fica?

Será possível que não exista uma alma caridosa no Itamarati que possa orientar o representante do povo brasileiro, como agir nos bastidores em situações similares? Será que a recente bem sucedida ação do governo espanhol juntamente com a Igreja católica na liberação dos presos políticos cubanos não serviu como lição?

Ou será que hoje no Ministério das Relações Exteriores - orgulho para nós brasileiros por sua postura intransigente por princípios no passado - já prevalecem os interesses politíco-partidários sobre os da Nação?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mercados Correlacionados: Investidores sem Alternativas?

Na volta da coluna no site Investimentos e Notícias comento a forte correlação existentes entre os mercados de todo mundo.

Como uma orquestra bem afinada os mercados têm apresentado um comportamento que dificulta aos investidores que procuram aplicações que diversifiquem seu risco total.

Com as aspectos macroeconômicos pesando mais do que os fundamentos das empresas, os investidores estão aplicando cada vez mais em fundos passivos de índices ou em instrumentos financeiros que repliquem o desempenho de índices ou de setores (ETF's).