O artigo do "intelectual" Candido Mendes de hoje em O Globo compara o PAC de Lula às políticas desenvolvimentistas de Getulio e JK. Uma forçação de barra esdrúxula e despropositada.
Primeiro porque o contexto histórico é completamente diferente tanto em Getúlio quanto em JK com o de Lula e segundo porque as dimensões dos projetos econômicos com os atuais são muito distintos.
Não se pode comparar o início do ciclo de industrialização de Getúlio e a aceleração desse processo com JK, com investimentos programados de estatais e programas do tipo Minha Casa, Minha Vida do PAC. Como disse, tremenda forçação de barra.
Como propagandeado pelo Governo nos últimos 8 anos, o que interessa mesmo é apontar o mal que as ditas políticas neoliberais (que por sinal nunca foram implementadas em sua extensão, infelizmente) fizeram para o país.
Bom mesmo, segundo o artigo, é o desenvolvimentismo tupiniquim que escolhe setores vitoriosos e subsidia empresas amigas com generosos empréstimos oficiais, além de mostrar que o PAC (com suas obras inacabadas) é o espírito e a essência do tão sonhado desenvolvimento sustentado.
A história entretanto, nos ensina que toda vez que o Estado aplica o modelito desenvolvimentista, a conta aparece mais tarde na forma de inflação e esqueletos ocultos nas contas públicas. E claro, alguns amigos muito ricos.
No artigo fica explícito desde a primeira linha que o objetivo mesmo é o de bajular Lula e ao mesmo tempo diminuir a importância de FHC para o atual momento econômico que vivemos.
Claro que para quem depende de subsídios federais para sobreviver, não fica bem ficar cuspindo no prato que come. Mais seguro é praticar o obsoleto puxa-saquismo oficial.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Juros, Câmbio e Bolsa em 2011
"Alegria, alegria!".
Não estou me referindo a música de Caetano no Festival da Record de 1968 (pois é, sou velho assim...), mas sim ao ambiente de euforia que tomou conta dos mercados mundiais no primeiro dia útil do ano.
Por aqui (em Nova York aonde me encontro agora) a sensação generalizada é a de que 2011 será o ano da recuperação americana. Difícil afirmar mas depois de tantos bilhões de dólares injetados na economia pelo FED, uma hora dessas é capaz da economia americana pegar no tranco.
Se isso de fato acontecer, devemos ter os mercados americanos performando melhor do que os emergentes, apesar da crença geral, de que apenas esses apresentam potencial para crescimento.
A verdade é que os múltiplos dos emergentes estão mais ricos que os dos países desenvolvidos e com todos eles lidando com ameaças concretas de aceleração da inflação, o mais provável é um aperto monetário com redução de demanda.
No caso brasileiro, o câmbio valorizado já denuncia o aumento dos juros na próxima reunião do Copom. Estamos enxugando gelo. Só resta nesse caso uma melhora do dólar e uma perspectiva concreta de aumento de juros futuros nos EUA. Se isso acontecer, diminui a pressão no nosso câmbio via o desarmamento das operações de carry-trade.
O ano pode ser bom para o dólar e bolsas americanas, neutro para commodities e energia em geral. Para os emergentes vai depender da altura dos juros necessários para frear a inflação e porconseguinte o consumo excessivo. Minha aposta é que perdem em valorização para as bolsas americanas.
Infelizmente continuamos muito dependentes do crescimento chinês. A conferir.
Não estou me referindo a música de Caetano no Festival da Record de 1968 (pois é, sou velho assim...), mas sim ao ambiente de euforia que tomou conta dos mercados mundiais no primeiro dia útil do ano.
Por aqui (em Nova York aonde me encontro agora) a sensação generalizada é a de que 2011 será o ano da recuperação americana. Difícil afirmar mas depois de tantos bilhões de dólares injetados na economia pelo FED, uma hora dessas é capaz da economia americana pegar no tranco.
Se isso de fato acontecer, devemos ter os mercados americanos performando melhor do que os emergentes, apesar da crença geral, de que apenas esses apresentam potencial para crescimento.
A verdade é que os múltiplos dos emergentes estão mais ricos que os dos países desenvolvidos e com todos eles lidando com ameaças concretas de aceleração da inflação, o mais provável é um aperto monetário com redução de demanda.
No caso brasileiro, o câmbio valorizado já denuncia o aumento dos juros na próxima reunião do Copom. Estamos enxugando gelo. Só resta nesse caso uma melhora do dólar e uma perspectiva concreta de aumento de juros futuros nos EUA. Se isso acontecer, diminui a pressão no nosso câmbio via o desarmamento das operações de carry-trade.
O ano pode ser bom para o dólar e bolsas americanas, neutro para commodities e energia em geral. Para os emergentes vai depender da altura dos juros necessários para frear a inflação e porconseguinte o consumo excessivo. Minha aposta é que perdem em valorização para as bolsas americanas.
Infelizmente continuamos muito dependentes do crescimento chinês. A conferir.
Aeroportos e a CUT
Está explicada a razão pela qual mihões de brasileiros e estrangeiros sofrem em nossos péssimos aeroportos a negócios ou a lazer: Lula (o ex-presidente e não o molusco) prometeu a CUT que durante a sua gestão nenhum aeroporto brasileiro seria entregue a iniciativa privada.
Ou seja, em nome do atraso e da manutenção do cabide de empregos que atende a uns poucos amigos nos escalões da Infraero, sofremos todos. E pior, condenamos o país ao atraso.
Os planos da recém-empossada presidente, não difere muito do anterior mas indica uma mudança. Tirar da Infraero 30 aeroportos pode ser considerado um avanço, mas deixar os mais movimentados do país sob a gestão estatal é uma temeridade, considerando os compromissos do país com a Copa e as Olimpíadas.
Ou seja, em nome do atraso e da manutenção do cabide de empregos que atende a uns poucos amigos nos escalões da Infraero, sofremos todos. E pior, condenamos o país ao atraso.
Os planos da recém-empossada presidente, não difere muito do anterior mas indica uma mudança. Tirar da Infraero 30 aeroportos pode ser considerado um avanço, mas deixar os mais movimentados do país sob a gestão estatal é uma temeridade, considerando os compromissos do país com a Copa e as Olimpíadas.
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