Muitos acharam surpreendente a primeira entrevista dos eleitos que estarão a frente da condução da política econômica nos próximos anos.
O discurso uníssono de austeridade fiscal, autonomia do BC e luta incessante contra a inflação foi absolutamente previsível. Ou alguém esperava um discurso diferente?
O discurso alinhado com o que o mercado espera em termos principalmente de austeridade fiscal, carece de credibiliidade.
O problema é que ao reconduzir a dupla Coutinho(BNDES)-Mantega(Fazenda) para o centro da condução da futura política econômica, desidratando o BC e colocando no Planejamento uma burocrata com execuções incompatíveis (Orçamento e PAC), Dilma dá carta branca para a continuação das manipulações nas contas públicas.
Muito frequentes nos últimos 18 meses, elas incluem antecipação de dividendos de estatais, venda de patrimônio público de forma disfarçada, empréstimos simulados para o BNDES, entre outros. Tudo para justificar perante o mercado um superávit primário, que na prática já não existe mais.
A lista é grande. Assim como deveria ser grande a preocupação dos contribuintes ao perceber que o governo gasta o que não tem, ao mesmo tempo que passa a viver de resultados futuros. Para que não vivenciou os acontecimentos da década de 80, uma boa olhada no que está acontecendo agora na Europa é suficiente.
Dilma tentará reeditar Lula e seu bem sucedido primeiro ano:
1) Vai aumentar os juros na primeira reunião do Copom para mostrar a autonomia do BC;
2) Vai perseguir um superávit fiscal maior do que 3,3% para mostrar compromisso com a austeridade;
3) Vai mandar para o Congresso uma avalanche de propostas de reformas para mostrar que está trabalhando para melhorar o país.
"Mas não é exatamente isso que todos esperam que um governo responsável faça? Por que então a desconfiança em relação ao futuro governo?"
Simples. Muito mais do que intenções, o que vale mesmo são as ações. E nesse terreno o track record não é nada bom!
As possíveis reformas a serem enviadas para o Congresso servirão apenas distração e deixará congresitas falando para o vento nos próximos 4 anos. Ainda melhor, o Congresso servirá de bode expiatório na necessidade de um desvio brusco de rota.
Mantendo os "mágicos" da contabilidade nacional fortalecidos em seus cargos, qualquer superávit primário é fabricável, basta indicar o nível desejado.
Quanto a autonomia do BC, essa já acabou. Meirelles mesmo foi o responsável, quando em setembro em pleno período eleitoral, não aumentou os juros para conter uma inflação que acelerava e fez vista grossa para os problemas no Panamericano.
Por sinal, nosso mágico da Fazenda, já resolveu o problema futuro de juros no Brasil. A proposta é o BC passar a perseguir um "novo" índice de preços aonde seriam desconsiderados os voláteis preços de energia e alimentação.
Fácil, não?
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
A Cara do Governo Dilma
O ministério "econômico" indicado pela presidente Dilma faz por merecer o adjetivo.
Ele é realmente econômico de peso específico, uma vez que seus componentes são, quando muito, burocratas qualificados mas sem nenhuma projeção doméstica ou internacional, exceção feita ao atual ministro Mantega, pelo fato de estar a frente do cargo por mais de 4 anos.
Essa por sinal, deverá ser a tônica no preenchimento dos demias cargos que deverão atender critérios para satisfazer a base do que efetivamente de competência ou mérito.
Assim sendo o governo Dilma dá sinais claros que será um governo aquém das reais necessidades do país. Teremos quando muito, um "mais do mesmo".
Pouco se ousará tanto nas reformas de que o Brasil necessita para avançar, quanto na continuidade obtusa de gerir o desenvolvimento através de um diretriz de planejamento estatal, como colocou "com muito orgulho" a indicada para ocupar o ministério do Planejamento, que continuará como gestora do PAC (???).
Fica claro de início que Dilma quer o controle absoluto dos investimentos e dos gastos públicos, talvez para justificar a sua fama de "excelente" gestora, imprimir seu estilo de governar e abusar das contas públicas à sua conviniência, como muito bem lhe ensinou seu Guia nos últimos 2 anos.
Por outro lado, Dilma não é um "bicho" político como Lula e terá um difícil relacionamento com o Congresso. Daí a importância de um apaziguador como Palocci para servir de ponte entre eles.
Sem esquecer o que recentemente nos disse Nosso Guia de que depois de aposentado seguirá na política com um projeto de consolidação da esquerda no Brasil. Traduzindo: continuará firme no leme político do governo Dilma.
Ou seja, nos momentos mais delicados politicamente, a romaria a São Bernardo será intensa. Sugiro as companhias aéreas explorarem esse novo filão a partir de Brasília.
Assim a agenda política do governo Dilma será pobre e acomodativa. A votação mais polêmica será a do modelo de exploração dos recursos do pré-sal, que só andará depois de estabelecido o novo rateio entre estados e municípios do "butim" dos royalties e participações especiais às custas dos estados produtores (perdeu, Rio!).
A estratégia traçada é de não fazer muita marola, sem propostas ousadas e sem afrontar o mercado, para que em 2014 tenhamos um retorno tranquilo de Nosso Guia.
Ele é realmente econômico de peso específico, uma vez que seus componentes são, quando muito, burocratas qualificados mas sem nenhuma projeção doméstica ou internacional, exceção feita ao atual ministro Mantega, pelo fato de estar a frente do cargo por mais de 4 anos.
Essa por sinal, deverá ser a tônica no preenchimento dos demias cargos que deverão atender critérios para satisfazer a base do que efetivamente de competência ou mérito.
Assim sendo o governo Dilma dá sinais claros que será um governo aquém das reais necessidades do país. Teremos quando muito, um "mais do mesmo".
Pouco se ousará tanto nas reformas de que o Brasil necessita para avançar, quanto na continuidade obtusa de gerir o desenvolvimento através de um diretriz de planejamento estatal, como colocou "com muito orgulho" a indicada para ocupar o ministério do Planejamento, que continuará como gestora do PAC (???).
Fica claro de início que Dilma quer o controle absoluto dos investimentos e dos gastos públicos, talvez para justificar a sua fama de "excelente" gestora, imprimir seu estilo de governar e abusar das contas públicas à sua conviniência, como muito bem lhe ensinou seu Guia nos últimos 2 anos.
Por outro lado, Dilma não é um "bicho" político como Lula e terá um difícil relacionamento com o Congresso. Daí a importância de um apaziguador como Palocci para servir de ponte entre eles.
Sem esquecer o que recentemente nos disse Nosso Guia de que depois de aposentado seguirá na política com um projeto de consolidação da esquerda no Brasil. Traduzindo: continuará firme no leme político do governo Dilma.
Ou seja, nos momentos mais delicados politicamente, a romaria a São Bernardo será intensa. Sugiro as companhias aéreas explorarem esse novo filão a partir de Brasília.
Assim a agenda política do governo Dilma será pobre e acomodativa. A votação mais polêmica será a do modelo de exploração dos recursos do pré-sal, que só andará depois de estabelecido o novo rateio entre estados e municípios do "butim" dos royalties e participações especiais às custas dos estados produtores (perdeu, Rio!).
A estratégia traçada é de não fazer muita marola, sem propostas ousadas e sem afrontar o mercado, para que em 2014 tenhamos um retorno tranquilo de Nosso Guia.
sábado, 20 de novembro de 2010
Pacifismo Brasileiro
Finalmente podemos ouvir algum comentário da presidente eleita com relação a política externa a ser adotada por ela.
Entre os chavões de sempre ela mais uma vez pontuou que o Brasil pode dar exemplo ao mundo por ter um povo pacífico qie convive bem com seus vizinhos, que gosta da paz e que sabe que não se resolve conflitos pela imposição da força. Só isso já nos garantiria condições de pleitear um assento pemanente no Conselho de Segurança da ONU.
Sendo assim, como podemos explicar as mais de 330 mil mortes por armas de fogo ocorridas em solo brasileiro nos últimos 10 anos?
Isso mesmo. Nos últimos 10 anos as mortes por armas de fogo registradas no Brasil superaram o número de vítimas de 23 conflitos armados no mundo, perdendo apenas para as Guerras civis de Angola e da Guatemala. Superamos até a soma de mortos ocorridas nas guerras do Iraque e Afeganistão.
Diante de tamanha demonstração de pacifismo, qual seria o argumento vencedor para o Brasil ser merecedor de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU?
Nossa liderança regional? Perguntem a Argentina e México o que eles acham da ideia.
O tamanho de nossa economia? De fato temos condições de nos tornarmos a quinta economia do mundo em pouco mais de 6 anos. E daí? Seremos uma economia voltada cada vez mais para a exportação de produtos primários. Nesse caso Austrália, África do Sul e Canadá também deveriam estar lá. Tamanho da população? Brasil dentro e Indonésia fora?
Não sei não, mas acho que nos falta argumentos vencedores para sentarmos naquela cadeirinha...
Entre os chavões de sempre ela mais uma vez pontuou que o Brasil pode dar exemplo ao mundo por ter um povo pacífico qie convive bem com seus vizinhos, que gosta da paz e que sabe que não se resolve conflitos pela imposição da força. Só isso já nos garantiria condições de pleitear um assento pemanente no Conselho de Segurança da ONU.
Sendo assim, como podemos explicar as mais de 330 mil mortes por armas de fogo ocorridas em solo brasileiro nos últimos 10 anos?
Isso mesmo. Nos últimos 10 anos as mortes por armas de fogo registradas no Brasil superaram o número de vítimas de 23 conflitos armados no mundo, perdendo apenas para as Guerras civis de Angola e da Guatemala. Superamos até a soma de mortos ocorridas nas guerras do Iraque e Afeganistão.
Diante de tamanha demonstração de pacifismo, qual seria o argumento vencedor para o Brasil ser merecedor de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU?
Nossa liderança regional? Perguntem a Argentina e México o que eles acham da ideia.
O tamanho de nossa economia? De fato temos condições de nos tornarmos a quinta economia do mundo em pouco mais de 6 anos. E daí? Seremos uma economia voltada cada vez mais para a exportação de produtos primários. Nesse caso Austrália, África do Sul e Canadá também deveriam estar lá. Tamanho da população? Brasil dentro e Indonésia fora?
Não sei não, mas acho que nos falta argumentos vencedores para sentarmos naquela cadeirinha...
Muito Complexado
Mania estranha essa de Nosso Guia de se comparar o tempo todo com FHC.
Esse complexo de inferioridade que alimenta, não vai lhe fazer bem na aposentadoria.
Ao invés de tentar fortalecer a esquerda no Brasil (que esquerda cara-pálida?) quando colocar o pijama, talvez o mais sensato fosse procurar ajuda profissional séria.
Quando curado, poderia finalmente num gesto de grandeza, reconhecer o grande trabalho realizado pelo antecessor que teve todo o trabalho de restaurar as instituições, organizar o Estado e estabilizar a economia.
Promover a entrada de milhões de pessoas na classe média não é política de Estado e sim consequência natural de uma política econômica sem sobressaltos por muitos anos, especialmente quando um único país do mundo resolve comprar de nós tudo o que encontra pela frente (China).
Engraçado, mas por aqui nos contentamos com pouco. Festejamos e idolatramos quando governantes não ateiam fogo às vestes. Coisa de maluco...
Por fim, promover a esquerda no Brasil é manter o Estado presente na economia, escolher campeões industriais, estatizar o risco privado, colocar os companheiros em empregos públicos e ter a chave do cofre público.
Tenho certeza que Nosso Guia desempenhará à perfeição essa sua nova função de "left promoter".
Esse complexo de inferioridade que alimenta, não vai lhe fazer bem na aposentadoria.
Ao invés de tentar fortalecer a esquerda no Brasil (que esquerda cara-pálida?) quando colocar o pijama, talvez o mais sensato fosse procurar ajuda profissional séria.
Quando curado, poderia finalmente num gesto de grandeza, reconhecer o grande trabalho realizado pelo antecessor que teve todo o trabalho de restaurar as instituições, organizar o Estado e estabilizar a economia.
Promover a entrada de milhões de pessoas na classe média não é política de Estado e sim consequência natural de uma política econômica sem sobressaltos por muitos anos, especialmente quando um único país do mundo resolve comprar de nós tudo o que encontra pela frente (China).
Engraçado, mas por aqui nos contentamos com pouco. Festejamos e idolatramos quando governantes não ateiam fogo às vestes. Coisa de maluco...
Por fim, promover a esquerda no Brasil é manter o Estado presente na economia, escolher campeões industriais, estatizar o risco privado, colocar os companheiros em empregos públicos e ter a chave do cofre público.
Tenho certeza que Nosso Guia desempenhará à perfeição essa sua nova função de "left promoter".
sábado, 13 de novembro de 2010
Éramos 4% Agora Somos 3%
Como estava viajando com acesso restrito à Internet, não tive a oportunidade de colocar no blog o excelente comentário do jornalista português João Pereira Coutinho que cobriu as últimas eleições brasileiras, que tardiamente reproduzo abaixo:
"Os Heróicos 3%
João Pereira Coutinho
Passei meus últimos dias com a cabeça mergulhada no Brasil. As eleições, sim, as eleições: na TV ou nos jornais portugueses, a minha tarefa era explicar aos patrícios o que sucedia desse lado do Atlântico. Li muito. Escutei bastante. Perguntei idem.
Mas de tudo que li, escutei ou aprendi, nada me perturbou tanto como saber que Lula deixa o Palácio do Planalto com 82% de aprovação popular.
Minto: o que me impressiona não são os 82%; o que me impressiona são os 3% de brasileiros que desaprovam o governo Lula e que não embarcam no entusiasmo geral.
Como são solitários esses 3%! E como são heroicos! É preciso coragem, e uma dose invulgar de realismo e sensatez, para não ser atropelado pela multidão desgovernada. Quem serão esses 3%? Gostaria de os conhecer, de os convidar para minha casa, de beber com eles à liberdade e à democracia. Vou repetir, quase com lágrimas nos olhos: 3%!
Não nego: Lula teve méritos econômicos evidentes. Arrancar 20 milhões da pobreza não é tarefa insignificante; e ter um país com crescimentos anuais de 6% ou 7%, enfim, uma miragem para quem vive na Europa. Se o Banco Mundial acredita que o Brasil será a 5ª economia do mundo no espaço de uma geração (obrigado, "The Economist"), Lula teve um papel nesse caminho. Mesmo que o caminho tenha sido preparado por Fernando Henrique Cardoso.
Mas quando penso nos solitários 3% que desaprovam Lula; quando penso nessa gente residual, marginal, divinal, penso em todos os casos de corrupção que abalaram os governos petistas e que seriam intoleráveis em qualquer país civilizado do mundo. Penso nos ataques e nos insultos que Lula desferiu contra a imprensa mais crítica. Penso na forma como Lula usou o seu cargo para, violando todas as leis eleitorais (e do mero decoro democrático), eleger Dilma Rousseff. E penso, claro, na política externa de Lula.
Sou um realista. Países democráticos não lidam apenas com democracias; por vezes, nossos interesses estratégicos ou econômicos exigem que sujemos as mãos com autocracias, teocracias, ditaduras e aberrações políticas. Mas devemos fazer isso com decoro; envergonhados; como um cavalheiro que frequenta o bordel e não faz publicidade de seus atos.
Os 3% que desaprovam Lula, aposto, desaprovam a forma indigna como ele elegeu Ahmadinejad seu amigo; como manteve relações amistosas com Chávez; como foi displicente perante os presos políticos cubanos.
Acompanhei as eleições brasileiras. Comentei-as. Escrevi a respeito. Mas, nessa hora em que Lula sai para Dilma entrar, os meus únicos pensamentos estão com os 3% que não perderam a cabeça e mantiveram-se à tona da sanidade.
Nessa noite fria de Lisboa, um brinde a eles!"
Como tenho menos leitores do que o Agamenom, alguém pode ter lido meu post de 31 de agosto intitulado "Minhas Razões para o Ruim ou Péssimo", comentando sobre o resultado da pesquisa que indicava que apenas 4% dos brasileiros consideravam o Governo Lula ruim ou péssimo.
Ou seja, do final de agosto até o segundo turno das eleições, uns 2 milhões de brasileiros abandonaram as fileiras do ruim ou péssimo e aderiram ao grande bloco de aprovação de Lula.
Como o jornalista acima congratulo-me com os menos de 6 milhões de brasileiros que ainda pensam criticamente.
"Os Heróicos 3%
João Pereira Coutinho
Passei meus últimos dias com a cabeça mergulhada no Brasil. As eleições, sim, as eleições: na TV ou nos jornais portugueses, a minha tarefa era explicar aos patrícios o que sucedia desse lado do Atlântico. Li muito. Escutei bastante. Perguntei idem.
Mas de tudo que li, escutei ou aprendi, nada me perturbou tanto como saber que Lula deixa o Palácio do Planalto com 82% de aprovação popular.
Minto: o que me impressiona não são os 82%; o que me impressiona são os 3% de brasileiros que desaprovam o governo Lula e que não embarcam no entusiasmo geral.
Como são solitários esses 3%! E como são heroicos! É preciso coragem, e uma dose invulgar de realismo e sensatez, para não ser atropelado pela multidão desgovernada. Quem serão esses 3%? Gostaria de os conhecer, de os convidar para minha casa, de beber com eles à liberdade e à democracia. Vou repetir, quase com lágrimas nos olhos: 3%!
Não nego: Lula teve méritos econômicos evidentes. Arrancar 20 milhões da pobreza não é tarefa insignificante; e ter um país com crescimentos anuais de 6% ou 7%, enfim, uma miragem para quem vive na Europa. Se o Banco Mundial acredita que o Brasil será a 5ª economia do mundo no espaço de uma geração (obrigado, "The Economist"), Lula teve um papel nesse caminho. Mesmo que o caminho tenha sido preparado por Fernando Henrique Cardoso.
Mas quando penso nos solitários 3% que desaprovam Lula; quando penso nessa gente residual, marginal, divinal, penso em todos os casos de corrupção que abalaram os governos petistas e que seriam intoleráveis em qualquer país civilizado do mundo. Penso nos ataques e nos insultos que Lula desferiu contra a imprensa mais crítica. Penso na forma como Lula usou o seu cargo para, violando todas as leis eleitorais (e do mero decoro democrático), eleger Dilma Rousseff. E penso, claro, na política externa de Lula.
Sou um realista. Países democráticos não lidam apenas com democracias; por vezes, nossos interesses estratégicos ou econômicos exigem que sujemos as mãos com autocracias, teocracias, ditaduras e aberrações políticas. Mas devemos fazer isso com decoro; envergonhados; como um cavalheiro que frequenta o bordel e não faz publicidade de seus atos.
Os 3% que desaprovam Lula, aposto, desaprovam a forma indigna como ele elegeu Ahmadinejad seu amigo; como manteve relações amistosas com Chávez; como foi displicente perante os presos políticos cubanos.
Acompanhei as eleições brasileiras. Comentei-as. Escrevi a respeito. Mas, nessa hora em que Lula sai para Dilma entrar, os meus únicos pensamentos estão com os 3% que não perderam a cabeça e mantiveram-se à tona da sanidade.
Nessa noite fria de Lisboa, um brinde a eles!"
Como tenho menos leitores do que o Agamenom, alguém pode ter lido meu post de 31 de agosto intitulado "Minhas Razões para o Ruim ou Péssimo", comentando sobre o resultado da pesquisa que indicava que apenas 4% dos brasileiros consideravam o Governo Lula ruim ou péssimo.
Ou seja, do final de agosto até o segundo turno das eleições, uns 2 milhões de brasileiros abandonaram as fileiras do ruim ou péssimo e aderiram ao grande bloco de aprovação de Lula.
Como o jornalista acima congratulo-me com os menos de 6 milhões de brasileiros que ainda pensam criticamente.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Dois Planetas - Texto de João Pereira Coutinho
Excelente texto que recebi por e-mail do amigo Marcelo Viana do jornalista João Pereira Coutinho traçando um paralelo entre o resultado das eleições brasileiras e americanas.
"Dois Planetas: O Brasil que elegeu Dilma é o que depende do governo; nos EUA, avanço do Tea Party se liga a DNA do país
Brasil e Estados Unidos. Dois continentes distintos. Não apenas geograficamente. O assunto é outro. Em três dias, com duas eleições, qualquer estudante de ciência política poderia ter recolhido tema para uma tese de doutorado. Com uma pergunta simples: qual o papel do Estado nesses dois planetas?
No Brasil, a resposta seria: papel central. Dilma não foi eleita, apenas, por ser a dileta sucessora de um presidente com 82% de aprovação. Dilma venceu pois convenceu a maior fatia de gente que olha para o governo como princípio e fim de suas vidas -e sobrevivências.
Não vale lembrar a vitória esmagadora no Nordeste, que quase representa a diferença de 12 milhões de votos entre os candidatos.
Um estudo desta Folha é claro: o Bolsa Família, o índice de desenvolvimento humano e a renda per capita influenciaram o voto. E quanto mais baixo se desce nesses indicadores, maiores as chances de acharmos eleitor petista. O Brasil que elegeu Dilma é o que tem com o governo uma situação de dependência.
Subimos para o norte, cruzamos a fronteira norte-americana, e as eleições legislativas, dois dias depois das brasileiras, mostram um cenário diferente. Barack Obama, o Messias, que há dois anos tinha 70% de aprovação, hoje anda pelos 45%.
A economia americana pode não estar tecnicamente em recessão. Mas o desemprego continua em alta e, dado fundamental, Obama confunde a América (e os americanos) com o Brasil. Ou com qualquer social-democracia europeia, procurando fazer dos Estados Unidos uma Escandinávia em inglês.
Azar: os republicanos venceram na Câmara (e quase no Senado) pois discordam da visão de um Estado gigantesco, que reclama quantidades crescentes de tarefas, gastos e responsabilidades. Na saúde. No ambiente. Na economia. Na banca. Em tudo que mexe e respira.
Seria fácil e cômodo resumir a derrota de Obama ao populismo "extremista" do Tea Party, o movimento que deseja reverter a agenda de Obama com menos impostos, menos gastos e menos governo.
Mas o Tea Party é uma salada de frutas onde há tudo: lunáticos, sim; fanáticos, com certeza; mas a esmagadora maioria é feita de gente comum. Americanos comuns. E esses, até pelo DNA histórico, sempre desprezaram o poder, o governo e a abusiva intromissão dele nas vidas.
No Tea Party, encontra-se a alma americana no que ela tem de mais anarquista e libertário; e essa alma foi uma constante ao longo da história. Com Thomas Jefferson. Com William Howard Taft. Com o subestimado (e importantíssimo) Barry Goldwater. Com Ronald Reagan. E, claro, com os originais "tea partiers", que no século 18 estiveram dispostos a tudo, até à revolução, para travarem o absolutismo fiscal de George 3º. Assim nascia um país.
Os "tea partiers" de hoje não abominam apenas Obama e tudo o que ele representa -a sua reforma da saúde, o seu estímulo econômico de US$ 900 bilhões e uma dívida nacional que já fura a estratosfera.
Eles abominam Obama com a mesma força com que abominaram Bush e os "neocons". Porque acreditam que Bush e os "neocons", tal como Obama, confiaram ao governo parcelas crescentes de poder econômico, político, burocrático e social. E atraiçoaram o que é caro ao americano comum: a liberdade individual, o gosto pela livre iniciativa. E um governo limitado: fora de suas casas, de seus bolsos, de suas vidas.
Os "tea partiers" podem não ter lido Hayek, o economista austríaco para quem o crescimento incontido do Estado representava o caminho para a servidão. Mas eles sentem-no instintivamente; sabem que um Estado mastodôntico não é apenas economicamente ineficaz e potencialmente corrupto; é, sobretudo, moralmente perigoso, ao criar legiões de dependentes que o governo trata como crianças.
E o Brasil? Hoje, apesar do crescimento econômico, continua um dos países mais desiguais do mundo. E, seguindo a nefasta herança dos seus colonizadores, perpetua o pior do pensamento patrimonialista e paternalista (um oxímoro, eu sei).
Essa doença só se cura com mais riqueza, menos desigualdade, melhor educação. E um gosto pela liberdade individual que, acredito, será um dia majoritário entre as gerações futuras do Brasil."
"Dois Planetas: O Brasil que elegeu Dilma é o que depende do governo; nos EUA, avanço do Tea Party se liga a DNA do país
Brasil e Estados Unidos. Dois continentes distintos. Não apenas geograficamente. O assunto é outro. Em três dias, com duas eleições, qualquer estudante de ciência política poderia ter recolhido tema para uma tese de doutorado. Com uma pergunta simples: qual o papel do Estado nesses dois planetas?
No Brasil, a resposta seria: papel central. Dilma não foi eleita, apenas, por ser a dileta sucessora de um presidente com 82% de aprovação. Dilma venceu pois convenceu a maior fatia de gente que olha para o governo como princípio e fim de suas vidas -e sobrevivências.
Não vale lembrar a vitória esmagadora no Nordeste, que quase representa a diferença de 12 milhões de votos entre os candidatos.
Um estudo desta Folha é claro: o Bolsa Família, o índice de desenvolvimento humano e a renda per capita influenciaram o voto. E quanto mais baixo se desce nesses indicadores, maiores as chances de acharmos eleitor petista. O Brasil que elegeu Dilma é o que tem com o governo uma situação de dependência.
Subimos para o norte, cruzamos a fronteira norte-americana, e as eleições legislativas, dois dias depois das brasileiras, mostram um cenário diferente. Barack Obama, o Messias, que há dois anos tinha 70% de aprovação, hoje anda pelos 45%.
A economia americana pode não estar tecnicamente em recessão. Mas o desemprego continua em alta e, dado fundamental, Obama confunde a América (e os americanos) com o Brasil. Ou com qualquer social-democracia europeia, procurando fazer dos Estados Unidos uma Escandinávia em inglês.
Azar: os republicanos venceram na Câmara (e quase no Senado) pois discordam da visão de um Estado gigantesco, que reclama quantidades crescentes de tarefas, gastos e responsabilidades. Na saúde. No ambiente. Na economia. Na banca. Em tudo que mexe e respira.
Seria fácil e cômodo resumir a derrota de Obama ao populismo "extremista" do Tea Party, o movimento que deseja reverter a agenda de Obama com menos impostos, menos gastos e menos governo.
Mas o Tea Party é uma salada de frutas onde há tudo: lunáticos, sim; fanáticos, com certeza; mas a esmagadora maioria é feita de gente comum. Americanos comuns. E esses, até pelo DNA histórico, sempre desprezaram o poder, o governo e a abusiva intromissão dele nas vidas.
No Tea Party, encontra-se a alma americana no que ela tem de mais anarquista e libertário; e essa alma foi uma constante ao longo da história. Com Thomas Jefferson. Com William Howard Taft. Com o subestimado (e importantíssimo) Barry Goldwater. Com Ronald Reagan. E, claro, com os originais "tea partiers", que no século 18 estiveram dispostos a tudo, até à revolução, para travarem o absolutismo fiscal de George 3º. Assim nascia um país.
Os "tea partiers" de hoje não abominam apenas Obama e tudo o que ele representa -a sua reforma da saúde, o seu estímulo econômico de US$ 900 bilhões e uma dívida nacional que já fura a estratosfera.
Eles abominam Obama com a mesma força com que abominaram Bush e os "neocons". Porque acreditam que Bush e os "neocons", tal como Obama, confiaram ao governo parcelas crescentes de poder econômico, político, burocrático e social. E atraiçoaram o que é caro ao americano comum: a liberdade individual, o gosto pela livre iniciativa. E um governo limitado: fora de suas casas, de seus bolsos, de suas vidas.
Os "tea partiers" podem não ter lido Hayek, o economista austríaco para quem o crescimento incontido do Estado representava o caminho para a servidão. Mas eles sentem-no instintivamente; sabem que um Estado mastodôntico não é apenas economicamente ineficaz e potencialmente corrupto; é, sobretudo, moralmente perigoso, ao criar legiões de dependentes que o governo trata como crianças.
E o Brasil? Hoje, apesar do crescimento econômico, continua um dos países mais desiguais do mundo. E, seguindo a nefasta herança dos seus colonizadores, perpetua o pior do pensamento patrimonialista e paternalista (um oxímoro, eu sei).
Essa doença só se cura com mais riqueza, menos desigualdade, melhor educação. E um gosto pela liberdade individual que, acredito, será um dia majoritário entre as gerações futuras do Brasil."
Felicidade Tutelada
A CCJ aprovou ontem o projeto de lei que pretende introduzir no Artigo Sexto da Constituição brasileira o direito à busca pela felicidade. Se aprovado em plenário, a redação final do Artigo ficará assim:
"São direitos sociais, essenciais à busca da felicidade, a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a Previdência Social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados".
Imediatamente me lembrei de uma outra ocasião quando a busca da felicidade foi incluída em um documento oficial. O documento escrito em 4 de julho de 1776, por ocasião da Independência dos Estados Unidos diz o seguinte em seu segundo parágrafo:
"We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable rights, that among these are life, liberty and the pursuit of happiness".
Grande diferença, não é mesmo? Enquanto os americanos associam à busca a felicidade a um direito inalienável de todo ser humano, juntamente com o direito a vida e a liberdade, a lei brasileira quer DEFINIR e nos TUTELAR sobre o que é felicidade!
Ou seja, atendidos os direitos sociais estaremos plenamente felizes.
Mesmo? E se por acaso eu achar que felicidade é não estudar, passar fome ou outra barbaridade qualquer? Será que estarei infringindo a lei? Sofrerei sanções do Estado pelo novo Ministério da Felicidade a ser disputado a tapa pelos partidos da base aliada?
Bem, nesse caso sugiro que cada brasileiro envie aos seus nobres representantes, uma pequena lista contendo aquilo que os tornaria realmente felizes, para não infringir o espírito da nova lei.
Minhas contribuição: passear fora da América do Sul e descansar em algum resort não banhado pelo Oceano Atlântico, pelo menos uma vez por ano.
Quanto aos recursos não é preciso se preocupar. Tudo será financiado pelo novo programa social "Bolsa Felicidade" a ser criado com recursos do inesgotável pré-sal e que virá nas versões real, dólar ou euro. Bem básico.
"São direitos sociais, essenciais à busca da felicidade, a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a Previdência Social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados".
Imediatamente me lembrei de uma outra ocasião quando a busca da felicidade foi incluída em um documento oficial. O documento escrito em 4 de julho de 1776, por ocasião da Independência dos Estados Unidos diz o seguinte em seu segundo parágrafo:
"We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable rights, that among these are life, liberty and the pursuit of happiness".
Grande diferença, não é mesmo? Enquanto os americanos associam à busca a felicidade a um direito inalienável de todo ser humano, juntamente com o direito a vida e a liberdade, a lei brasileira quer DEFINIR e nos TUTELAR sobre o que é felicidade!
Ou seja, atendidos os direitos sociais estaremos plenamente felizes.
Mesmo? E se por acaso eu achar que felicidade é não estudar, passar fome ou outra barbaridade qualquer? Será que estarei infringindo a lei? Sofrerei sanções do Estado pelo novo Ministério da Felicidade a ser disputado a tapa pelos partidos da base aliada?
Bem, nesse caso sugiro que cada brasileiro envie aos seus nobres representantes, uma pequena lista contendo aquilo que os tornaria realmente felizes, para não infringir o espírito da nova lei.
Minhas contribuição: passear fora da América do Sul e descansar em algum resort não banhado pelo Oceano Atlântico, pelo menos uma vez por ano.
Quanto aos recursos não é preciso se preocupar. Tudo será financiado pelo novo programa social "Bolsa Felicidade" a ser criado com recursos do inesgotável pré-sal e que virá nas versões real, dólar ou euro. Bem básico.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Prova de Incompetência - 2
Crise mundial em 2008. No meio de um aperto de liquidez fenomenal, o Governo através de seus bancos oficiais injeta recursos no sistema bancário. Alguns bancos pequenos sofrem mais e o Governo autoriza que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal adquiram participações em alguns desses bancos.
Resposta ágil a um problema que começou nos países governados por homens louros de olhos azuis e que se alastrou pelo mundo. Poucos meses depois o Brasil emergia como o último a entrar na crise e o primeiro a sair.
Sucesso absoluto. O mundo se curva à solidez de nossas instituições financeiras e a determinação de nossos governantes em resolver o gigantesco problema. Fica provado que por aqui chegou mesmo uma marolinha. Podemos ensinar aos banqueiros centrais das principais economias mundiais como controlar com mão de ferro as suas instituições.
Mas alguma coisa está errada. Se nosso sistema de supervisão bancária deve servir de exemplo para o mundo, como explicar as "fraudes" no montante de R$ 2,5 bilhões no Banco Panamericano?
Afinal de contas já se passaram 12 meses que a Caixa comprou 49% das ações ordinárias do Panamericano por R$ 739 milhões. Será que ninguém auditou o banco adquirido durante todo esse tempo? Será que o Banco Central não estava a par das dificuldades do Panamericano e não alertou a Caixa sobre isso? Ou eles achavam que era só um problema temporário de liquidez?
Tudo leva a crer que compraram o banco sem analisar corretamente a qualidade dos ativos, uma vez que uma fraude desse tamanho para um banco especializado em crédito consignado (baixos valores e risco) e financiamentos de automóveis (garantidos pelo próprio bem financiado), só pode vir de muito tempo (vide Banco Nacional sobre o assunto).
Sendo assim fica uma pergunta no ar: por que esse assunto só veio à baila agora depois das eleições? Incompetência ou má-fé?
Resposta ágil a um problema que começou nos países governados por homens louros de olhos azuis e que se alastrou pelo mundo. Poucos meses depois o Brasil emergia como o último a entrar na crise e o primeiro a sair.
Sucesso absoluto. O mundo se curva à solidez de nossas instituições financeiras e a determinação de nossos governantes em resolver o gigantesco problema. Fica provado que por aqui chegou mesmo uma marolinha. Podemos ensinar aos banqueiros centrais das principais economias mundiais como controlar com mão de ferro as suas instituições.
Mas alguma coisa está errada. Se nosso sistema de supervisão bancária deve servir de exemplo para o mundo, como explicar as "fraudes" no montante de R$ 2,5 bilhões no Banco Panamericano?
Afinal de contas já se passaram 12 meses que a Caixa comprou 49% das ações ordinárias do Panamericano por R$ 739 milhões. Será que ninguém auditou o banco adquirido durante todo esse tempo? Será que o Banco Central não estava a par das dificuldades do Panamericano e não alertou a Caixa sobre isso? Ou eles achavam que era só um problema temporário de liquidez?
Tudo leva a crer que compraram o banco sem analisar corretamente a qualidade dos ativos, uma vez que uma fraude desse tamanho para um banco especializado em crédito consignado (baixos valores e risco) e financiamentos de automóveis (garantidos pelo próprio bem financiado), só pode vir de muito tempo (vide Banco Nacional sobre o assunto).
Sendo assim fica uma pergunta no ar: por que esse assunto só veio à baila agora depois das eleições? Incompetência ou má-fé?
Prova de Incompetência - 1
Alguém se lembra da época dos vestibulares? Lembram da expectativa com a chegada da data da prova? E procurar nos jornais seu nome para saber se tinha entrado na Universidade escolhida?
Agora imagine dois depois de você ter se preparado durante um ano inteiro (ou mais), aparece alguém te dizendo que aquela não valeu e você vai ter que fazer outra?
Só matando. Pois é, pelo segundo ano consecutivo nosso Governo dá um show de incompetência e esculhamba a credibilidade da prova do Enem. Tenho minhas dúvidas se as Universidades sérias do Brasil no ano que vem vão continuar a adotá-la.
Mas pensando bem, o governo petista está sendo coerente.
Em 1998 eles fizeram enormes críticas ao então Ministro da Educação Paulo Renato pela adoção do sistema. Chegaram a propor através do seu braço estudantil (UNE e Ubes) um boicote nacional a prova, classificada de elitista à época.
Como bem disse o Nosso Guia a prova foi um sucesso e se tiver que fazer outra, não tem problema.
A conta (R$ 182 milhões) é da Viúva mesmo. E a meninada cuca-fresca sempre pode fazer mais uma provinha, não é?
Agora imagine dois depois de você ter se preparado durante um ano inteiro (ou mais), aparece alguém te dizendo que aquela não valeu e você vai ter que fazer outra?
Só matando. Pois é, pelo segundo ano consecutivo nosso Governo dá um show de incompetência e esculhamba a credibilidade da prova do Enem. Tenho minhas dúvidas se as Universidades sérias do Brasil no ano que vem vão continuar a adotá-la.
Mas pensando bem, o governo petista está sendo coerente.
Em 1998 eles fizeram enormes críticas ao então Ministro da Educação Paulo Renato pela adoção do sistema. Chegaram a propor através do seu braço estudantil (UNE e Ubes) um boicote nacional a prova, classificada de elitista à época.
Como bem disse o Nosso Guia a prova foi um sucesso e se tiver que fazer outra, não tem problema.
A conta (R$ 182 milhões) é da Viúva mesmo. E a meninada cuca-fresca sempre pode fazer mais uma provinha, não é?
Natureza
Por que achamos que as pessoas podem mudar?
Por que sempre achamos que dessa vez vai ser diferente?
Por que acabamos acreditando nas nossas próprias mentiras?
Por que esperamos mais do que as pessoas podem nos dar?
Por que nada nos surpreende mais?
Está aí o escorpião a nos ensinar que no fundo somos o que somos.
É da nossa natureza...
Por que sempre achamos que dessa vez vai ser diferente?
Por que acabamos acreditando nas nossas próprias mentiras?
Por que esperamos mais do que as pessoas podem nos dar?
Por que nada nos surpreende mais?
Está aí o escorpião a nos ensinar que no fundo somos o que somos.
É da nossa natureza...
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