Depois de mais uma declaração infeliz sob a batida bandeira da não-intervenção em assuntos domésticos de outros países, Nosso Guia fez um gesto à altura do seu propalado prestígio internacional e intercedeu junto ao Presidente iraniano pela vida de Sakineh Mohammadi Ashtiani , condenada a morte por apedrejamento pelo crime de adultério.
A oferta de asilo do Presidente Lula à condenada iraniana, atenua um pouco a persistente insensibilidade de nosso governante em interceder em favor de presos ou perseguidos por regimes autoritários com o qual tão amigavelmente Nosso Guia convive.
Provavelmente contribui para a iniciativa brasileira, o fato de o candidato da oposição ter afirmado que o PT não pode ser considerado um partido de esquerda pois apóia um governo que "apedreja mulheres, prende jornalistas e enforca opositores".
Espanta mesmo é a candidata oficial não se manifestar sobre o assunto. Ela que tanto se orgulha de seu passado de lutas contra regimes ditatoriais, deveria estar à frente de uma campanha em nome das mulheres brasileiras pela absolvição ou extradição da iraniana.
Mas o que esperar de uma candidata que não vai a debates, não participa de entrevistas com jornalistas e faz questão absoluta de não ter opinião própria sobre qualquer assunto durante a campanha eleitoral?
Nada. Nada mesmo.
sábado, 31 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Complexo de Vira-Lata
Os jornais sempre fizeram parte de minha vida.
Não me recordo exatamente quando começou o hábito pela leitura diária do jornal, mas confesso que fico incomodado quando sento para o café da manhã e o jornal não está ao alcance.
Ultimamente entretanto por força da quantidade de textos que tenho que ler para o curso de Relações Internacionais, tenho relegado ao segundo plano a leitura dos periódicos domésticos e passado cada vez mais tempo lendo matérias na Internet.
Minha leitura de jornal está cada vez mais concentrada à chamada da notícia na primeira página, a editoria, a seção de cartas do leitor e a uns poucos colunistas. Como estamos em tempos de eleição, também acompanho os candidatos, sua entourage e as últimas pesquisas de opinião.
Hoje por conta de uma chamada de capa do Globo, acabei esbarrando em uma questão muito recorrente, e que chama minha atenção há algum tempo.
A questão é simples: qual a razão dessa obsessão freudiana (ou seria nelson-rodrigueana) que tem os petistas de afirmar que os brasileiros superaram finalmente nesse governo seu "eterno complexo de vira-lata"?
Para quem não se recorda a expressão foi cunhada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues após o Brasil ter perdido a Copa do Mundo para o Uruguai em 50. Só nos recuperamos do trauma com a conquista de 1958 na Suécia. Para Nelson Rodrigues esse comportamento não se restringia apenas ao campo futebolístico:
"Por complexo de vira-lata, entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo".
E ainda:
"O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima".
Muito antes de Nelson Rodrigues, outros pensadores e historiadores se aventuraram a tentar explicar a razão de nosso suposto complexo de inferioridade perante os outros povos ou nações. Para quem tiver curiosidade a página do Wikipedia sobre o assunto traz um breve resumo.
Vira e mexe as expressões "complexo de vira-lata" ou "complexo de inferioridade" aparecem nos discursos de Nosso Guia. Só para refrescar: no discurso de agradecimento após ter conseguido assegurar a realização da Olimpíada de 2016 no Rio, Nosso Guia afirmou que a partir daquele momento os brasileiros não precisariam mais se sentir inferiores a ninguém (???).
Ontem, por exemplo, ao rebater críticas de Serra à condução da política externa brasileira em relação aos nossos vizinhos sul-americanos, o nosso "chanceler do B", MAG, disse que as mesmas revelam o "complexo de vira-lata" de quem se acostumou no passado a ser um país acanhado, sem ambição e submisso aos interesses dos grandes países.
Não sou um psicólogo, antropólogo ou especialista no assunto, nunca parei para pensar sobre esse assunto, nem mesmo para analisar se os brasileiros têm ou não o tal complexo de inferioridade.
Mas de uma coisa estou certo, o comportamento típico de um complexado, é a arrogância, o enaltecimento dos feitos pessoais, e o péssimo hábito de só falar em voz alta como meio de impor aos seus ouvintes a sua suposta superioridade.
É interessante notar que as ações do atual Governo tentam vincular junto a população a percepção de que a melhora de vida dada pelo aumento do poder de compra, acesso a bens de consumo, crédito e eventualmente a conquista da casa própria, nos dá condições de nos despirmos de qualquer complexo que nos apequene perante o mundo.
Fundamental para isso, portanto, é termos um presidente que fale de "igual para igual" com qualquer um, que não seja "submisso", que bata de frente com os poderosos, enfim um cidadão que "se ache".
Ou seja, na visão deles para nos livramos dos nossos complexos basta fazer filantropia com Paraguai e Bolívia com o dinheiro dos nossos contribuintes, patrocinar acordos nucleares inviáveis com o Irã, tentar intermediar o conflito do Oriente Médio como se fosse uma briga de vizinhos, entre outras ações internacionais de alcance e interesse duvidosos.
Por fim uma observação. Se dependermos do Governo para realizarmos as "melhores" Olimpíadas e Copa de todos os tempos (segundo Nosso Guia), faltarão psicólogos para nos ajudar com nossos complexos.
Basta uma viagem a partir de qualquer aeroporto do país.
Não me recordo exatamente quando começou o hábito pela leitura diária do jornal, mas confesso que fico incomodado quando sento para o café da manhã e o jornal não está ao alcance.
Ultimamente entretanto por força da quantidade de textos que tenho que ler para o curso de Relações Internacionais, tenho relegado ao segundo plano a leitura dos periódicos domésticos e passado cada vez mais tempo lendo matérias na Internet.
Minha leitura de jornal está cada vez mais concentrada à chamada da notícia na primeira página, a editoria, a seção de cartas do leitor e a uns poucos colunistas. Como estamos em tempos de eleição, também acompanho os candidatos, sua entourage e as últimas pesquisas de opinião.
Hoje por conta de uma chamada de capa do Globo, acabei esbarrando em uma questão muito recorrente, e que chama minha atenção há algum tempo.
A questão é simples: qual a razão dessa obsessão freudiana (ou seria nelson-rodrigueana) que tem os petistas de afirmar que os brasileiros superaram finalmente nesse governo seu "eterno complexo de vira-lata"?
Para quem não se recorda a expressão foi cunhada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues após o Brasil ter perdido a Copa do Mundo para o Uruguai em 50. Só nos recuperamos do trauma com a conquista de 1958 na Suécia. Para Nelson Rodrigues esse comportamento não se restringia apenas ao campo futebolístico:
"Por complexo de vira-lata, entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo".
E ainda:
"O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima".
Muito antes de Nelson Rodrigues, outros pensadores e historiadores se aventuraram a tentar explicar a razão de nosso suposto complexo de inferioridade perante os outros povos ou nações. Para quem tiver curiosidade a página do Wikipedia sobre o assunto traz um breve resumo.
Vira e mexe as expressões "complexo de vira-lata" ou "complexo de inferioridade" aparecem nos discursos de Nosso Guia. Só para refrescar: no discurso de agradecimento após ter conseguido assegurar a realização da Olimpíada de 2016 no Rio, Nosso Guia afirmou que a partir daquele momento os brasileiros não precisariam mais se sentir inferiores a ninguém (???).
Ontem, por exemplo, ao rebater críticas de Serra à condução da política externa brasileira em relação aos nossos vizinhos sul-americanos, o nosso "chanceler do B", MAG, disse que as mesmas revelam o "complexo de vira-lata" de quem se acostumou no passado a ser um país acanhado, sem ambição e submisso aos interesses dos grandes países.
Não sou um psicólogo, antropólogo ou especialista no assunto, nunca parei para pensar sobre esse assunto, nem mesmo para analisar se os brasileiros têm ou não o tal complexo de inferioridade.
Mas de uma coisa estou certo, o comportamento típico de um complexado, é a arrogância, o enaltecimento dos feitos pessoais, e o péssimo hábito de só falar em voz alta como meio de impor aos seus ouvintes a sua suposta superioridade.
É interessante notar que as ações do atual Governo tentam vincular junto a população a percepção de que a melhora de vida dada pelo aumento do poder de compra, acesso a bens de consumo, crédito e eventualmente a conquista da casa própria, nos dá condições de nos despirmos de qualquer complexo que nos apequene perante o mundo.
Fundamental para isso, portanto, é termos um presidente que fale de "igual para igual" com qualquer um, que não seja "submisso", que bata de frente com os poderosos, enfim um cidadão que "se ache".
Ou seja, na visão deles para nos livramos dos nossos complexos basta fazer filantropia com Paraguai e Bolívia com o dinheiro dos nossos contribuintes, patrocinar acordos nucleares inviáveis com o Irã, tentar intermediar o conflito do Oriente Médio como se fosse uma briga de vizinhos, entre outras ações internacionais de alcance e interesse duvidosos.
Por fim uma observação. Se dependermos do Governo para realizarmos as "melhores" Olimpíadas e Copa de todos os tempos (segundo Nosso Guia), faltarão psicólogos para nos ajudar com nossos complexos.
Basta uma viagem a partir de qualquer aeroporto do país.
terça-feira, 27 de julho de 2010
A Última do Coronel
Não é piada, mas Venezuela e Colômbia estão com suas relações diplomáticas novamente cortadas.
A decisão partiu da Venezuela após denúncia da Colômbia na OEA que o Coronel Chavez estaria dando guarita para alguns membros da organização terrorista dentro de território venezuelano.
O embaixador colombiano junto a OEA mostrou vídeos, fotos e mapas indicando que 1.500membros das FARC e do ELN ocupam 39 acampamentos na Venezuela.
Fica claro a má vontade dos colombianos com Chavez. Mais uma vez eles entenderam tudo errado!
Povo hospitaleiro e com seu território banhado pelas quentes águas caribenhas, o Coronel Chavez montou alguns resorts para que os estafados guerrilheiros possam descansar de suas atividades cotidianas enquanto praticam seus esportes preferidos como tiro ao alvo, sequestros e tráfico de cocaína.
Não é assim em todo Club Med? Praia, mar e todo o tipo de entreterimento para seus participantes. Por que então todo esse espanto?
Ninguém deve mais se surpreender com as atitudes do Coronel Chavez, especialmente depois que ele começou a receber vibrações dos mortos.
Afinal não se pode discutir com um cara que consegue identificar o esqueleto exumado de Bolivar através da "chama" que ele emite.
A participação do Brasil na solução desse episódio com os dois países fronteiriços, será mais uma vez decisiva. Nosso chanceler Amorim foi para a Palestina (isso mesmo!) e de lá condenou veementemente a nova rodada de sanções européias contra o Irã (???).
Já Nosso Guia irá a Caracas no começo de agosto e dirá ao mundo que o Brasil não se intromete em assuntos domésticos de outros países.
Aproveitará a ocasião para mais uma vez afirmar que o problema da Venezuela é que existe muita democracia por lá e com certeza absoluta não se encontrará com qualquer um que discorde dessa afirmativa.
A decisão partiu da Venezuela após denúncia da Colômbia na OEA que o Coronel Chavez estaria dando guarita para alguns membros da organização terrorista dentro de território venezuelano.
O embaixador colombiano junto a OEA mostrou vídeos, fotos e mapas indicando que 1.500membros das FARC e do ELN ocupam 39 acampamentos na Venezuela.
Fica claro a má vontade dos colombianos com Chavez. Mais uma vez eles entenderam tudo errado!
Povo hospitaleiro e com seu território banhado pelas quentes águas caribenhas, o Coronel Chavez montou alguns resorts para que os estafados guerrilheiros possam descansar de suas atividades cotidianas enquanto praticam seus esportes preferidos como tiro ao alvo, sequestros e tráfico de cocaína.
Não é assim em todo Club Med? Praia, mar e todo o tipo de entreterimento para seus participantes. Por que então todo esse espanto?
Ninguém deve mais se surpreender com as atitudes do Coronel Chavez, especialmente depois que ele começou a receber vibrações dos mortos.
Afinal não se pode discutir com um cara que consegue identificar o esqueleto exumado de Bolivar através da "chama" que ele emite.
A participação do Brasil na solução desse episódio com os dois países fronteiriços, será mais uma vez decisiva. Nosso chanceler Amorim foi para a Palestina (isso mesmo!) e de lá condenou veementemente a nova rodada de sanções européias contra o Irã (???).
Já Nosso Guia irá a Caracas no começo de agosto e dirá ao mundo que o Brasil não se intromete em assuntos domésticos de outros países.
Aproveitará a ocasião para mais uma vez afirmar que o problema da Venezuela é que existe muita democracia por lá e com certeza absoluta não se encontrará com qualquer um que discorde dessa afirmativa.
Volta das Férias
Quando pequeno, todo retorno à escola após as férias era celebrado com a obrigatória redação descrevendo-as.
Era o momento em que eu sempre colocava no papel como eu gostaria que tivessem sido as minhas férias. Os lugares que eu tinha ido eram os mesmos mas as aventuras sempre eram um pouco mais emocionantes do que as realmente ocorridas.
Depois de adulto a volta significa retorno ao trabalho, à rotina diária e lidar com uma enorme pilha de cartas e contas. E no meu caso, colocar a leitura em dia.
Parece que em duas semanas muito pouca coisa mudou. No Brasil então nem se fala!
Vejamos. Nosso Guia continua a infringir leis eleitorais e fazer chacota de suas punições.
A candidata oficial continua a desfilar a sua certeza de que a eleição é apenas um aborrecimento passageiro, uma vez que nenhum brasileiro sensato poderá votar contra o melhor governo desde que os marinheiros portugueses por aqui colocaram seus pés.
Já o candidato da oposição resolveu começar a criticar o governo e dizer que faria algumas coisas diferentemente de Nosso Guia e sua escolhida. Até o jovem vice resolveu ressuscitar temas tabu como as relações do PT com as FARC.
Será que teremos finalmente um debate sobre idéias, programas de governo e algumas explicações para a opinião pública? Coisas simples. Nada complicado.
Por exemplo, não precisa explicar a origem do dinheiro que comprou o dossiê aloprado de 2006. Mas não seria esclarecedor se as imagens do circuito interno de segurança mostrando se houve ou não o suposto encontro da candidata oficial com a Secretária da Receita Federal em dezembro passado pudessem ser recuperadas?
Dizer que as imagens não são armazenadas por mais de 30 dias, é de novo abusar da inteligência das pessoas.
Era o momento em que eu sempre colocava no papel como eu gostaria que tivessem sido as minhas férias. Os lugares que eu tinha ido eram os mesmos mas as aventuras sempre eram um pouco mais emocionantes do que as realmente ocorridas.
Depois de adulto a volta significa retorno ao trabalho, à rotina diária e lidar com uma enorme pilha de cartas e contas. E no meu caso, colocar a leitura em dia.
Parece que em duas semanas muito pouca coisa mudou. No Brasil então nem se fala!
Vejamos. Nosso Guia continua a infringir leis eleitorais e fazer chacota de suas punições.
A candidata oficial continua a desfilar a sua certeza de que a eleição é apenas um aborrecimento passageiro, uma vez que nenhum brasileiro sensato poderá votar contra o melhor governo desde que os marinheiros portugueses por aqui colocaram seus pés.
Já o candidato da oposição resolveu começar a criticar o governo e dizer que faria algumas coisas diferentemente de Nosso Guia e sua escolhida. Até o jovem vice resolveu ressuscitar temas tabu como as relações do PT com as FARC.
Será que teremos finalmente um debate sobre idéias, programas de governo e algumas explicações para a opinião pública? Coisas simples. Nada complicado.
Por exemplo, não precisa explicar a origem do dinheiro que comprou o dossiê aloprado de 2006. Mas não seria esclarecedor se as imagens do circuito interno de segurança mostrando se houve ou não o suposto encontro da candidata oficial com a Secretária da Receita Federal em dezembro passado pudessem ser recuperadas?
Dizer que as imagens não são armazenadas por mais de 30 dias, é de novo abusar da inteligência das pessoas.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Coerência na Agenda Internacional. Temos Alguma?
A condução da política internacional brasileira padece de coerência.
Particularmente se analisarmos os movimentos que fizemos no cenário internacional no último ano. Segue uma pequena lista:
1) O fiasco da tentativa de se colocar como mediador do conflito no Oriente Médio;
2) O acordo nuclear com Irã patrocinado juntamente com a Turquia, seguido pelo voto contrário às sanções aprovadas pelos membros do Conselho de Segurança da ONU inclusive com o apoio de aliados históricos do Irã como China e Rússia;
3) Os comentários infelizes sobre presos políticos cubanos comparando-os a presos comuns durante a visita ao parque jurássico do comunismo caribenho;
4) O não reconhecimento das eleições democráticas em Honduras após o exílio de Manuel Zulaya em nossa embaixada organizado e patrocinado por Hugo Chávez sem o conhecimento das autoridades brasileiras;
5) O apoio incondicional a todo e qualquer ditador africano.
Sob as mais variadas razões e alegações o Governo insiste em dar as costas aos valores que são caros aos brasileiros e a sua secular bem sucedida diplomacia de resultados.
Os motivos que levam o Governo a adotar tais políticas são obscuros, mas certamente estão fundamentados em contradições do tipo da não-intervenção nos assuntos domésticos de outros países ou do pragmatismo comercial.
Dessa maneira vamos pouco a pouco construindo uma imagem perante ao mundo de país tolerante com déspotas, sem valores democráticos e ultimamente sem respeito pelos direitos humanos ou liberdade de expressão, daqueles que sofrem sob regimes autoritários.
Princípios não podem ser flexíveis e moldados à conveniência do momento. Se nos acostumamos a meia democracia ou a um pouco de liberdade, acabamos sem nenhuma.
Por sinal a Rússia acaba de divulgar que o Irã está muito próximo de adquirir os meios para a construção de um artefato nuclear.
É a cereja que falta no bolo das nossas trapalhadas internacionais.
Particularmente se analisarmos os movimentos que fizemos no cenário internacional no último ano. Segue uma pequena lista:
1) O fiasco da tentativa de se colocar como mediador do conflito no Oriente Médio;
2) O acordo nuclear com Irã patrocinado juntamente com a Turquia, seguido pelo voto contrário às sanções aprovadas pelos membros do Conselho de Segurança da ONU inclusive com o apoio de aliados históricos do Irã como China e Rússia;
3) Os comentários infelizes sobre presos políticos cubanos comparando-os a presos comuns durante a visita ao parque jurássico do comunismo caribenho;
4) O não reconhecimento das eleições democráticas em Honduras após o exílio de Manuel Zulaya em nossa embaixada organizado e patrocinado por Hugo Chávez sem o conhecimento das autoridades brasileiras;
5) O apoio incondicional a todo e qualquer ditador africano.
Sob as mais variadas razões e alegações o Governo insiste em dar as costas aos valores que são caros aos brasileiros e a sua secular bem sucedida diplomacia de resultados.
Os motivos que levam o Governo a adotar tais políticas são obscuros, mas certamente estão fundamentados em contradições do tipo da não-intervenção nos assuntos domésticos de outros países ou do pragmatismo comercial.
Dessa maneira vamos pouco a pouco construindo uma imagem perante ao mundo de país tolerante com déspotas, sem valores democráticos e ultimamente sem respeito pelos direitos humanos ou liberdade de expressão, daqueles que sofrem sob regimes autoritários.
Princípios não podem ser flexíveis e moldados à conveniência do momento. Se nos acostumamos a meia democracia ou a um pouco de liberdade, acabamos sem nenhuma.
Por sinal a Rússia acaba de divulgar que o Irã está muito próximo de adquirir os meios para a construção de um artefato nuclear.
É a cereja que falta no bolo das nossas trapalhadas internacionais.
Exportar é a Solução para os EUA?
O assunto dessa semana na minha coluna no site Investimentos e Notícias é análise da intenção do Presidente Obama de dobrar as exportações americanso até 2015 (ver artigo).
Com o crescimento de sua economia baseado no consumo das famílias financiado por crédito farto e barato e bolhas de ativos (Internet e imóveis), os americanos passaram a menosprezar as atividades industriais em detrimento do aumento excessivo da área de serviços, especialmente financeiros e imobiliários.
Como recuperar os empregos que foram exportados junto com as fábricas para países em desenvolvimento?
A solução passa por criar empregos de alta produtividade a partir de investimentos em empresas de capital intensivo, melhorar a infra-estrutura (reformas de estradas, portos e aeroportos), investir em tecnologia da informação e desenvolver uma nova matriz energética baseada em fontes renováveis.
Um trabalho e tanto para o presidente americano.
Com o crescimento de sua economia baseado no consumo das famílias financiado por crédito farto e barato e bolhas de ativos (Internet e imóveis), os americanos passaram a menosprezar as atividades industriais em detrimento do aumento excessivo da área de serviços, especialmente financeiros e imobiliários.
Como recuperar os empregos que foram exportados junto com as fábricas para países em desenvolvimento?
A solução passa por criar empregos de alta produtividade a partir de investimentos em empresas de capital intensivo, melhorar a infra-estrutura (reformas de estradas, portos e aeroportos), investir em tecnologia da informação e desenvolver uma nova matriz energética baseada em fontes renováveis.
Um trabalho e tanto para o presidente americano.
Espanha Campeã da Pior Copa do Mundo
A pior Copa de todos os tempos teve a Espanha como campeã.
Merecido o título (campeão da pior Copa) pois o time só conseguiu ganhar por 2 gols de diferença de Honduras, além de conseguir a façanha de perder para a Suiça na primeira rodada. No mais foi um festival de goleadas por 1 a 0 contra Portugal, Paraguai, Alemanha e Holanda.
Os "dilatados" placares mostraram a "força" do futebol ofensivo espanhol para a alegria dos nossos especialistas televisos que narravam um jogo completamente diferente daquele que eu assistia pela televisão. Acho que eles confundiram uma interminável troca de passes no meio de campo, com ofensividade.
No meio da mediocridade reinante, os esforçados espanhóis ficaram um pouco acima da média e tanto Alemanha e Holanda se tivessem jogado o trivial teriam ganhado suas partidas contra a Fúria.
Os gols perdidos por Robben na final são suficientes para colocá-lo no panteão dos "amarelões" de finais de Copa. Por sinal, Sneider o "super-craque" (segundo a imprensa brasileira) que destruiu o Brasil, mostrou que tem um futebol do tamanho de sua estatura (nanico).
No mais reproduzo abaixo o comentário que enviei à CNN depois que li o artigo publicado por seu correspondente para a Copa da África, Pedro Pinto, em que ele coloca esse time da Espanha como um dos melhores times nacionais de todos os tempos:
"Pedro,
You have a long way to go as a soccer analyst. Read more and watch more movies of previous World Cups. Clearly your lack of knowledge is embarassing when you compare this average talented Spanish team to Hungary (54), Brazil (58, 70, 82 and 2002), Holand (74 and 78), Germany (70 and 74) and Argentina (86).
These teams had players that belong to the history of the game. Name a single Spanish player that could compare with real geniouses that played for one of the teams I mentioned above.
Pedro, do yourself a favor. Read more before you put a such strong statement on paper."
Parafraseando o imortal Bussunda: "Fala sério!"
Merecido o título (campeão da pior Copa) pois o time só conseguiu ganhar por 2 gols de diferença de Honduras, além de conseguir a façanha de perder para a Suiça na primeira rodada. No mais foi um festival de goleadas por 1 a 0 contra Portugal, Paraguai, Alemanha e Holanda.
Os "dilatados" placares mostraram a "força" do futebol ofensivo espanhol para a alegria dos nossos especialistas televisos que narravam um jogo completamente diferente daquele que eu assistia pela televisão. Acho que eles confundiram uma interminável troca de passes no meio de campo, com ofensividade.
No meio da mediocridade reinante, os esforçados espanhóis ficaram um pouco acima da média e tanto Alemanha e Holanda se tivessem jogado o trivial teriam ganhado suas partidas contra a Fúria.
Os gols perdidos por Robben na final são suficientes para colocá-lo no panteão dos "amarelões" de finais de Copa. Por sinal, Sneider o "super-craque" (segundo a imprensa brasileira) que destruiu o Brasil, mostrou que tem um futebol do tamanho de sua estatura (nanico).
No mais reproduzo abaixo o comentário que enviei à CNN depois que li o artigo publicado por seu correspondente para a Copa da África, Pedro Pinto, em que ele coloca esse time da Espanha como um dos melhores times nacionais de todos os tempos:
"Pedro,
You have a long way to go as a soccer analyst. Read more and watch more movies of previous World Cups. Clearly your lack of knowledge is embarassing when you compare this average talented Spanish team to Hungary (54), Brazil (58, 70, 82 and 2002), Holand (74 and 78), Germany (70 and 74) and Argentina (86).
These teams had players that belong to the history of the game. Name a single Spanish player that could compare with real geniouses that played for one of the teams I mentioned above.
Pedro, do yourself a favor. Read more before you put a such strong statement on paper."
Parafraseando o imortal Bussunda: "Fala sério!"
sábado, 10 de julho de 2010
Saúde do Nosso Sistema Financeiro
Responda rápido: você conhece alguém que guarda R$ 130 mil em dinheiro em casa? Eu não conhecia, até ler no jornal a declaração de bens dos candidatos à Presidência.
Por mais inacreditável que pareça a candidata oficial do governo guarda.
Para uma pessoa que tem um patrimônio declarado aproximado de R$ 1,2 milhões, quase 10% do seu patrimônio está debaixo do colchão, sem render um vintém de juros, no país que tem a maior taxa de juros real no mundo.
Como explicar esse comportamento pouco usual, sem racionalidade econômica e que não condiz com a imagem de administradora competente e qualificada para conduzir os destinos de quase 200 milhões de brasileiros segundo seu principal cabo eleitoral?
Fico imaginando qual seria e linha de raciocínio que levaria a uma pessoa sacar de sua conta bancária (que outra forma?) R$ 130 mil em dinheiro e levar para casa, em tempos de dinheiro virtual?
Ainda mais uma ex-ministra com inúmeros assessores portando cartões corporativos para pagar despesas dela. Qual a necessidade do dinheiro vivo em casa?
Dinheiro do assaltante não pode ser, uma vez que a segurança dela é garantida pelo Estado. Pagar por alguma reforma da casa ou por pequenos serviços, não faz sentido. Ou você acha que um prestador de serviço não vai aceitar um cheque de um Ministro?
A única explicação lógica para o fato é que essa pessoa desconfia da saúde do sistema financeiro nacional a tal ponto que prefere manter suas economias ao alcance das mãos. Devemos então nos preocupar também e trazer para casa nossas parcas economias?
Como todos sabem que o nosso sistema financeiro é um dos mais (se não o mais) seguros do mundo, a explicação é não ter explicação.
Mas se essa mesma pessoa não lê programas de governo preparados pelo seu partido e não considera ser uma rubrica o equivalente a uma assinatura resumida, entre outras esquisitices, chegamos a conclusão que não é de todo estranho guardar dinheiro vivo em casa.
Por mais inacreditável que pareça a candidata oficial do governo guarda.
Para uma pessoa que tem um patrimônio declarado aproximado de R$ 1,2 milhões, quase 10% do seu patrimônio está debaixo do colchão, sem render um vintém de juros, no país que tem a maior taxa de juros real no mundo.
Como explicar esse comportamento pouco usual, sem racionalidade econômica e que não condiz com a imagem de administradora competente e qualificada para conduzir os destinos de quase 200 milhões de brasileiros segundo seu principal cabo eleitoral?
Fico imaginando qual seria e linha de raciocínio que levaria a uma pessoa sacar de sua conta bancária (que outra forma?) R$ 130 mil em dinheiro e levar para casa, em tempos de dinheiro virtual?
Ainda mais uma ex-ministra com inúmeros assessores portando cartões corporativos para pagar despesas dela. Qual a necessidade do dinheiro vivo em casa?
Dinheiro do assaltante não pode ser, uma vez que a segurança dela é garantida pelo Estado. Pagar por alguma reforma da casa ou por pequenos serviços, não faz sentido. Ou você acha que um prestador de serviço não vai aceitar um cheque de um Ministro?
A única explicação lógica para o fato é que essa pessoa desconfia da saúde do sistema financeiro nacional a tal ponto que prefere manter suas economias ao alcance das mãos. Devemos então nos preocupar também e trazer para casa nossas parcas economias?
Como todos sabem que o nosso sistema financeiro é um dos mais (se não o mais) seguros do mundo, a explicação é não ter explicação.
Mas se essa mesma pessoa não lê programas de governo preparados pelo seu partido e não considera ser uma rubrica o equivalente a uma assinatura resumida, entre outras esquisitices, chegamos a conclusão que não é de todo estranho guardar dinheiro vivo em casa.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Resultado do IDEB
Comemorado como um gol que levaria o Brasil a outra final de Copa do Mundo, o Governo divulgou o resultado do IDEB realizado em 2009. Pelo discurso oficial, alcançaremos o Primeiro Mundo antes do previsto e portanto, temos muito a comemorar.
No mesmo dia que os resultados foram divulgados, escutei uma entrevista com uma especialista em educação brasileira que destacou os seguintes pontos:
1) Estamos hoje no mesmo patamar de resultados que o de 1995, quando foi realizado o primeiro teste nacional para o ensino básico, mas as amostras mudaram;
2) Como tudo que funcionava no governo anterior tem que ser "melhorado" pelos técnicos da atual administração, as amostras ficaram diferentes, e portanto invalidando qualquer tipo de comparação temporal;
3) Quando comparado com as provas anteriores (houveram outras duas) realizadas no atual governo, com a mesma amostragem, houve melhora;
4) Numa escala de 0 a 10, ficamos em torno de 4 em Português ou Matemática, sendo um pouco abaixo disso para as séries mais altas;
5) Para ser considerada educação de "Primeiro Mundo" segundo o Governo, devemos alcançar a média 6 até o ano de 2022, muito embora os expoentes do grupo estejam hoje muito acima disso se utilizarmos os resultados do Pisa realizado pela OCDE.
Como tudo nesse Governo tem por finalidade o palanque, achar que estamos nos aproximando dos desenvolvidos pois teremos média 6 em 2022, é um atentado a inteligência daqueles que raciocinam.
Primeiro que a educação evolui, em especial nos países que realmente se preocupam com educação de base. A média em 2022 para os países desenvolvidos deverá estar muito acima de 6 (os números do Pisa de agora já mostram isso!). Temos que queimar etapas agora, para não ficarmos na incomôda posição de nunca alcançar os melhores.
Segundo, o que falta ao Brasil é o investimento na infra-estrutura educacional, aquilo que o Senador Cristóvão Buarque, falava com muita propriedade na eleição presidencial de 2006. Nossas escolas pelo interior do Brasil são uma vergonha.
Conseguimos fazer agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica iguais em quase todos os municípios brasileiros com móveis confortáveis, acesso a internet, caixa eletrônico e outras amenidades, menos escolas.
Por último, as metas provavelmente foram fixadas para serem ultrapassadas e não comparáveis com os resultados obtidos no Governo FHC.
Tudo muito bem planejado para ajudar o discurso oficial de que "estamos melhorando significativamente a educação de base no Brasil" em ano eleitoral.
No mesmo dia que os resultados foram divulgados, escutei uma entrevista com uma especialista em educação brasileira que destacou os seguintes pontos:
1) Estamos hoje no mesmo patamar de resultados que o de 1995, quando foi realizado o primeiro teste nacional para o ensino básico, mas as amostras mudaram;
2) Como tudo que funcionava no governo anterior tem que ser "melhorado" pelos técnicos da atual administração, as amostras ficaram diferentes, e portanto invalidando qualquer tipo de comparação temporal;
3) Quando comparado com as provas anteriores (houveram outras duas) realizadas no atual governo, com a mesma amostragem, houve melhora;
4) Numa escala de 0 a 10, ficamos em torno de 4 em Português ou Matemática, sendo um pouco abaixo disso para as séries mais altas;
5) Para ser considerada educação de "Primeiro Mundo" segundo o Governo, devemos alcançar a média 6 até o ano de 2022, muito embora os expoentes do grupo estejam hoje muito acima disso se utilizarmos os resultados do Pisa realizado pela OCDE.
Como tudo nesse Governo tem por finalidade o palanque, achar que estamos nos aproximando dos desenvolvidos pois teremos média 6 em 2022, é um atentado a inteligência daqueles que raciocinam.
Primeiro que a educação evolui, em especial nos países que realmente se preocupam com educação de base. A média em 2022 para os países desenvolvidos deverá estar muito acima de 6 (os números do Pisa de agora já mostram isso!). Temos que queimar etapas agora, para não ficarmos na incomôda posição de nunca alcançar os melhores.
Segundo, o que falta ao Brasil é o investimento na infra-estrutura educacional, aquilo que o Senador Cristóvão Buarque, falava com muita propriedade na eleição presidencial de 2006. Nossas escolas pelo interior do Brasil são uma vergonha.
Conseguimos fazer agências do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica iguais em quase todos os municípios brasileiros com móveis confortáveis, acesso a internet, caixa eletrônico e outras amenidades, menos escolas.
Por último, as metas provavelmente foram fixadas para serem ultrapassadas e não comparáveis com os resultados obtidos no Governo FHC.
Tudo muito bem planejado para ajudar o discurso oficial de que "estamos melhorando significativamente a educação de base no Brasil" em ano eleitoral.
Final da Copinha
Essa Copinha que está sendo jogada vai ter a final que merece: de um lado o time que quando não toma um gol (perdeu de 1 a 0 para a Suiça), ganha o jogo por 1 a 0. Do outro, o time que chega a final com uma providencial ajuda dos adversários ou do juiz e bandeirinha.
O time espanhol tem uma vantagem em relação aos demais. Seis de seus titulares jogam juntos no Barcelona. Já o time holandês pode ser campeão no talento de apenas um jogador, Sneider, no meio de um bando de jogadores no máximo esforçados.
No mais essa Copa repete a final de 2006 na falta de talento da maioria dos jogadores em campo e nos timinhos que farão a final (ou alguém acha que Itália ou França eram timaços?).
Resumindo, para Espanha ser campeã basta não levar um gol e a Holanda contar com erros dos adversários (como contra o Brasil) ou uma ajuda do trio de arbitragem (como contra o Uruguai).
No mais, essa Copinha vai ser pouco lembrada, pois foram escassos tanto os momentos de emoção como o de bom futebol jogado pela grande maioria das seleções que dela participaram.
Quem vai levar a Copa? A Espanha. Para a alegria dos detratores do Dunga e de sua era.
O time espanhol tem uma vantagem em relação aos demais. Seis de seus titulares jogam juntos no Barcelona. Já o time holandês pode ser campeão no talento de apenas um jogador, Sneider, no meio de um bando de jogadores no máximo esforçados.
No mais essa Copa repete a final de 2006 na falta de talento da maioria dos jogadores em campo e nos timinhos que farão a final (ou alguém acha que Itália ou França eram timaços?).
Resumindo, para Espanha ser campeã basta não levar um gol e a Holanda contar com erros dos adversários (como contra o Brasil) ou uma ajuda do trio de arbitragem (como contra o Uruguai).
No mais, essa Copinha vai ser pouco lembrada, pois foram escassos tanto os momentos de emoção como o de bom futebol jogado pela grande maioria das seleções que dela participaram.
Quem vai levar a Copa? A Espanha. Para a alegria dos detratores do Dunga e de sua era.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Gastar ou Poupar? Eis a Questão
Na coluna dessa semana no site Investimentos e Notícias, analiso os desdobramentos da última reunião do G-20 (artigo).
Sem consenso sobre uma política econômica e fiscal única para os países desenvolvidos, com americanos querendo gastar e europeus querendo poupar para continuarem solventes, a reunião do G-20 terminou com todos concordando que podem discordar em relação ao caminho a ser escolhido.
O problema é que se as políticas adotadas pelos países não significarem pelo menos um crescimento médio para a economia mundial no curto prazo, novos desdobramentos poderão levar a adoção de políticas protecionistas, com cada um procurando preservar suas indústrias e seus empregos, em detrimento do comércio internacional.
Um retrocesso nessa altura do campeonato seria desastroso.
Sem consenso sobre uma política econômica e fiscal única para os países desenvolvidos, com americanos querendo gastar e europeus querendo poupar para continuarem solventes, a reunião do G-20 terminou com todos concordando que podem discordar em relação ao caminho a ser escolhido.
O problema é que se as políticas adotadas pelos países não significarem pelo menos um crescimento médio para a economia mundial no curto prazo, novos desdobramentos poderão levar a adoção de políticas protecionistas, com cada um procurando preservar suas indústrias e seus empregos, em detrimento do comércio internacional.
Um retrocesso nessa altura do campeonato seria desastroso.
domingo, 4 de julho de 2010
Pintando um Campeão
Confesso que estou fora de sintonia com a maioria dos comentaristas esportivos brasileiros, que bradam aos 4 ventos ser essa a melhor Copa dos últimos 25 anos.
Discordo inteiramente. As Copas de 90 e 94 foram fraquinhas, mas as outras, a começar pela de 86 com Maradona destruindo, 98 com Zidane, 2002 com os Ronaldos do Brasil, foram muito melhores do que essa. Sem dúvida.
Dito isto, vamos a uma rápida análise dos jogos das semi-finais.
A Espanha, campeã européia, só ganha por 1 a 0, gol de Villa. Fora isso, são intermináveis trocas de passe absolutamente prolixas. Os caras suaram para ganhar daquele time pavoroso do Paraguai, que se não fosse pela ruindade dos seus atacantes, teria levado o jogo para a prorrogação e provavelmente para a loteria dos penaltis.
A Holanda ganhou daquele time do Brasil escalado pelo "genial" Dunga, em duas falhas clamorosas do "melhor goleiro do mundo" e da "zaga perfeita". Não fosse isso, teríamos mais um feriadão na terça-feira, com Felipe Melo louvado pela imprensa como o autor do passe "à la Gérson" que colocou o Brasil na semi-final.
No outro jogo, o Uruguai eliminou Gana nos penaltis em um jogo que entrará para a história de todas as Copas. No último minuto da prorrogação, o centro-avante Suarez defende com as mãos gol certo de Gana. Penalti que o melhor jogador deles chuta no travessão.
Nas cobranças de penaltis, é visível o desgaste emocional dos jogadores de Gana que perdem dois. Cabe a Loco Abreu converter o penalti que levaria o Uruguai a uma nova semi-final de Copa 40 anos depois.
El Loco faz jus ao apelido e cobra o penalti com a sua famosa cavadinha, tal qual fizera pelo Botafogo na final do campeonato carioca contra o Flamengo. Goleiro pro lado e a bola descrevendo uma pequena curva antes de cair mansamente dentro do gol. Genial!
Da Alemanha, pouco a falar. Um time que impiedosamente mete 4 nos "hermanos", está com pinta de campeão.
Meu palpite para a final: Alemanha e Holanda, com os laranjinhas comemorando mais um vice-campeonato e a Alemanha mostrando ser a seleção mais consistente da história de todas as Copas do Mundo.
Discordo inteiramente. As Copas de 90 e 94 foram fraquinhas, mas as outras, a começar pela de 86 com Maradona destruindo, 98 com Zidane, 2002 com os Ronaldos do Brasil, foram muito melhores do que essa. Sem dúvida.
Dito isto, vamos a uma rápida análise dos jogos das semi-finais.
A Espanha, campeã européia, só ganha por 1 a 0, gol de Villa. Fora isso, são intermináveis trocas de passe absolutamente prolixas. Os caras suaram para ganhar daquele time pavoroso do Paraguai, que se não fosse pela ruindade dos seus atacantes, teria levado o jogo para a prorrogação e provavelmente para a loteria dos penaltis.
A Holanda ganhou daquele time do Brasil escalado pelo "genial" Dunga, em duas falhas clamorosas do "melhor goleiro do mundo" e da "zaga perfeita". Não fosse isso, teríamos mais um feriadão na terça-feira, com Felipe Melo louvado pela imprensa como o autor do passe "à la Gérson" que colocou o Brasil na semi-final.
No outro jogo, o Uruguai eliminou Gana nos penaltis em um jogo que entrará para a história de todas as Copas. No último minuto da prorrogação, o centro-avante Suarez defende com as mãos gol certo de Gana. Penalti que o melhor jogador deles chuta no travessão.
Nas cobranças de penaltis, é visível o desgaste emocional dos jogadores de Gana que perdem dois. Cabe a Loco Abreu converter o penalti que levaria o Uruguai a uma nova semi-final de Copa 40 anos depois.
El Loco faz jus ao apelido e cobra o penalti com a sua famosa cavadinha, tal qual fizera pelo Botafogo na final do campeonato carioca contra o Flamengo. Goleiro pro lado e a bola descrevendo uma pequena curva antes de cair mansamente dentro do gol. Genial!
Da Alemanha, pouco a falar. Um time que impiedosamente mete 4 nos "hermanos", está com pinta de campeão.
Meu palpite para a final: Alemanha e Holanda, com os laranjinhas comemorando mais um vice-campeonato e a Alemanha mostrando ser a seleção mais consistente da história de todas as Copas do Mundo.
sábado, 3 de julho de 2010
O Culpado de Sempre
Ok fica combinado assim.
Se o Brasil ganhasse a Copa a glória seria dos nossos talentosos jogadores, do seu espírito criativo com seu jeito moleque de jogar, do time que tem o melhor goleiro do mundo, a zaga perfeita, os atacantes fabulosos, etc.
Como perdeu, a culpa é do Dunga. Com a ajuda providencial do tresloucado Felipe Melo. Simples assim.
Pronto. Agora mais aliviados, pois conseguimos rapidamente identificar os responsáveis por essa campanha pívia de nossa seleção, que tal pararmos com a brincadeira e apontar os verdadeiros culpados.
O primeiro colocado disparado na responsabilidade pela nossa derrota é quem escolheu a comissão técnica. Em segundo, a imprensa que para ter o que falar, cria ídolos de barro, leva ao Olimpo pequenos êxitos obtidos em torneios de menor importância e acima de tudo é subserviente a CBF.
Por último os jogadores. O melhor goleiro do mundo não pode sair do gol daquela maneira no primeiro gol holandês e nem a zaga, dita perfeita, levar um gol de cabeça de um nanico careca na pequena área numa cobrança de córner. Me poupem!
Colocar a culpa em Dunga é cômodo. O cara nunca foi técnico, é instável emocionalmente e limitado. Então, de verdade, me responda se ele poderia ser técnico da seleção? Claro que não! E o coitado do Felipe Melo? Culpar o cara por ele ser Felipe Melo?
Por isso que tomar decisões no calor de decepções é errado. Como a única razão para escalar Dunga como técnico, foi colocar ordem na seleção depois da farra da Copa da Alemanha, depois dessa nova decepção, a hora é colocar no comando da seleção um técnico de verdade e não mais um xerife.
Seria bom também a crônica esportiva parar com essa mania de culpar a tudo e a todos, e fazer uma reflexão séria sobre seu papel e suas responsabilidades.
Se o Brasil ganhasse a Copa a glória seria dos nossos talentosos jogadores, do seu espírito criativo com seu jeito moleque de jogar, do time que tem o melhor goleiro do mundo, a zaga perfeita, os atacantes fabulosos, etc.
Como perdeu, a culpa é do Dunga. Com a ajuda providencial do tresloucado Felipe Melo. Simples assim.
Pronto. Agora mais aliviados, pois conseguimos rapidamente identificar os responsáveis por essa campanha pívia de nossa seleção, que tal pararmos com a brincadeira e apontar os verdadeiros culpados.
O primeiro colocado disparado na responsabilidade pela nossa derrota é quem escolheu a comissão técnica. Em segundo, a imprensa que para ter o que falar, cria ídolos de barro, leva ao Olimpo pequenos êxitos obtidos em torneios de menor importância e acima de tudo é subserviente a CBF.
Por último os jogadores. O melhor goleiro do mundo não pode sair do gol daquela maneira no primeiro gol holandês e nem a zaga, dita perfeita, levar um gol de cabeça de um nanico careca na pequena área numa cobrança de córner. Me poupem!
Colocar a culpa em Dunga é cômodo. O cara nunca foi técnico, é instável emocionalmente e limitado. Então, de verdade, me responda se ele poderia ser técnico da seleção? Claro que não! E o coitado do Felipe Melo? Culpar o cara por ele ser Felipe Melo?
Por isso que tomar decisões no calor de decepções é errado. Como a única razão para escalar Dunga como técnico, foi colocar ordem na seleção depois da farra da Copa da Alemanha, depois dessa nova decepção, a hora é colocar no comando da seleção um técnico de verdade e não mais um xerife.
Seria bom também a crônica esportiva parar com essa mania de culpar a tudo e a todos, e fazer uma reflexão séria sobre seu papel e suas responsabilidades.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Escolha de Índio
A escolha de Índio da Costa para vice de Serra só mostra quão perdida está a oposição.
Enquanto Lula passou feito um trator sobre o seu partido e os da base e se manteve focado em emplacar Dilma como sucessora mesmo à margem da lei eleitoral, Serra faz questão de usar e abusar dos erros em sua campanha.
A velocidade de sua queda nas pesquisas está diretamente relacionada ao amadorismo das pessoas encarregadas de conduzir sua campanha e a um discurso ambíguo, que nem o coloca como legítimo opositor ao Governo e nem como a melhor opção para continuar o que está dando certo.
Ora, se tem alguma coisa dando certo no atual Governo, é a mistura da continuação das políticas econômicas de FHC, com a maciça propaganda governamental para convencer o povão de que todas as benesses da humanidade estão associadas ao estelar governo Lula, apagando no processo qualquer vestígio de que houve algum outro governante por essas bandas algum dia.
Não é de espantar portanto, que a medida que Dilma for subindo nas pesquisas, mais partidos e políticos irão aderir a sua campanha. Afinal ninguém quer ficar do lado perdedor e se no processo ainda der para tirar uma casquinha, ótimo.
Serra parece desconhecer os políticos brasileiros. Já Lula e seu partido, depois de décadas metendo o pau nos políticos e perdendo todas as eleições, aprenderam como realmente se faz política por aqui.
Para isso basta jogar no lixo o seu passado e se aliar aos inimigos políticos de outrora. Portanto beijar a mão de Jader, dizer que Severino foi perseguido pelas elites do sul, que Collor tem uma enorme contribuição a dar ao povo, que Sarney não é um cidadão qualquer, são consideradas apenas espertezas políticas de ocasião.
Nada contra o Deputado Índio da Costa, mas a escolha para vice de Serra deveria ter sido feita considerando o peso político da pessoa, ou quem sabe uma bela história de vida, como por exemplo fez Marina Silva ao escolher o empresário Guilherme Leal para ser seu vice.
Agora, de repente, a idéia é apostar na juventude de Índio da Costa e na sua identificação com o eleitorado mais jovem e antenado nas novas mídias sociais. Se esse era o caso, por que então, não se deu a Aécio a oportunidade de concorrer com Serra pela indicação do partido a Presidente desde o começo?
A verdade é que o PSDB errou em não ter realizado às prévias para escolha de seu candidato. Ficou com medo de inovar pois achava que Serra tinha uma liderança consolidada e uma eleição fácil pela frente.
Provavelmente a mesma liderança que Lula julgava ter na eleição de 94 e que acabou perdendo para o desconhecido FHC, a novidade da época, no primeiro turno.
O esperto Lula aprendeu e está dando o troco.
Enquanto Lula passou feito um trator sobre o seu partido e os da base e se manteve focado em emplacar Dilma como sucessora mesmo à margem da lei eleitoral, Serra faz questão de usar e abusar dos erros em sua campanha.
A velocidade de sua queda nas pesquisas está diretamente relacionada ao amadorismo das pessoas encarregadas de conduzir sua campanha e a um discurso ambíguo, que nem o coloca como legítimo opositor ao Governo e nem como a melhor opção para continuar o que está dando certo.
Ora, se tem alguma coisa dando certo no atual Governo, é a mistura da continuação das políticas econômicas de FHC, com a maciça propaganda governamental para convencer o povão de que todas as benesses da humanidade estão associadas ao estelar governo Lula, apagando no processo qualquer vestígio de que houve algum outro governante por essas bandas algum dia.
Não é de espantar portanto, que a medida que Dilma for subindo nas pesquisas, mais partidos e políticos irão aderir a sua campanha. Afinal ninguém quer ficar do lado perdedor e se no processo ainda der para tirar uma casquinha, ótimo.
Serra parece desconhecer os políticos brasileiros. Já Lula e seu partido, depois de décadas metendo o pau nos políticos e perdendo todas as eleições, aprenderam como realmente se faz política por aqui.
Para isso basta jogar no lixo o seu passado e se aliar aos inimigos políticos de outrora. Portanto beijar a mão de Jader, dizer que Severino foi perseguido pelas elites do sul, que Collor tem uma enorme contribuição a dar ao povo, que Sarney não é um cidadão qualquer, são consideradas apenas espertezas políticas de ocasião.
Nada contra o Deputado Índio da Costa, mas a escolha para vice de Serra deveria ter sido feita considerando o peso político da pessoa, ou quem sabe uma bela história de vida, como por exemplo fez Marina Silva ao escolher o empresário Guilherme Leal para ser seu vice.
Agora, de repente, a idéia é apostar na juventude de Índio da Costa e na sua identificação com o eleitorado mais jovem e antenado nas novas mídias sociais. Se esse era o caso, por que então, não se deu a Aécio a oportunidade de concorrer com Serra pela indicação do partido a Presidente desde o começo?
A verdade é que o PSDB errou em não ter realizado às prévias para escolha de seu candidato. Ficou com medo de inovar pois achava que Serra tinha uma liderança consolidada e uma eleição fácil pela frente.
Provavelmente a mesma liderança que Lula julgava ter na eleição de 94 e que acabou perdendo para o desconhecido FHC, a novidade da época, no primeiro turno.
O esperto Lula aprendeu e está dando o troco.
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