A música que toca (juros quase zero) desde setembro de 2001 alimentou bolhas de ativos, explodiu o preço das commodities, inflou contra-cheques dos executivos das empresas e principalmente multiplicou o crédito que sustenta um consumo e compra de ativos irresponsável mundo afora por mais de uma década.
O que acontecerá com o mundo quando os EUA tiverem que subir seus juros básicos?
Para muitos isso não acontecerá tão cedo pois os EUA estão com problemas tão sérios para gerar empregos e aumentar o consumo de suas famílias que torna pouco provável um aumento de juros no curto prazo.
Mas e se outros fatores mudarem essa perspectiva? E se investidores começarem a demandar mais juros para cpmprar títulos da dívida americana?
Apesar de os juros futuros não terem se mexido hoje após o anúncio do S&P de colocar em observação a dívida de longo prazo americana, esse cenário não tem probabilidade zero de ocorrer e deve ser considerado.
Para o Brasil os problemas imediatos seriam: agravamento do balanço de pagamentos pela mairo remessa de juros e dividendos com redução do Investimento Direto (FDI), aumento da inflação pela subida do dólar e diminuição do saldo comercial.
Ou seja, o pior dos mundos.
Ah, para aqueles que acham que os US$ 320 bi de reservas conteriam a fuga maciça de dólares, aconselho ver o que aconteceu com a Rússia (US$ 550 bi de reservas) em 2008 quando em 2 dias evaporaram US$ 250 bi. Lembrete o FDI na Rússia era 10 vezes inferior ao do Brasil no mesmo período.
Nem a política nacional-desenvolvimentista tão aclamada como a salvadora da crise de 2008 resolveria. Bem, nesse caso só pioraria as coisas uma vez que os gastos do Governo deveriam subir ainda mais.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sábado, 16 de abril de 2011
Plebiscito Oportunista
O oportunismo político no Brasil é uma das coisas mais irritantes que um brasileiro com QI médio possa suportar.
O pacote básico para ser um legítimo "representante do povo" é uma mistura de incontinência verbal com a habilidade impar de propor coisas descabidas, sempre é claro, no espírito de defender os interesses do povo, à custa de nossas liberdades individuais e de um Estado onipresente.
Caso ilustrativo é a proposta de retorno do plebiscito do desarmamento. Capitaneado pelo maior de todos defensores do povo (depois de Nosso Guia, é claro), aquele mesmo que por 40 anos tutela o Maranhão, foi lançada a campanha do desarmamento, dando uma oportunidade para aqueles 64% da população que votaram contra, para reconhecerem sua culpa na chacina de Realengo e riscarem do mapa o hediondo comércio de armas por essas bandas. Só assim, sem armas, poderemos exercer plenamente nossa vocação pacifista!
Claro que isso aplaca a fúria moralista de nossos governantes mas não resolve absolutamente nada. Se o objetivo do plebiscito é evitar acontecimentos como os de Realengo, devemos também votar contra a venda de qualquer produto inflamável (ãcool, gasolina, etc), butijões de gás, facas, canivetes, ou seja, qualquer coisa que coloque atende contra a vida de terceiros!
Resumindo vamos gastar o dinheiro do povo (leia-se impostos) com questões que realmente atendam ao interesse de todos. Sugestões para plebiscito: voto distrital contra lista fechada dos partidos, concessão contra modelo de partilha no pré-sal, privatização ou não dos aeroportos, etc.
O pacote básico para ser um legítimo "representante do povo" é uma mistura de incontinência verbal com a habilidade impar de propor coisas descabidas, sempre é claro, no espírito de defender os interesses do povo, à custa de nossas liberdades individuais e de um Estado onipresente.
Caso ilustrativo é a proposta de retorno do plebiscito do desarmamento. Capitaneado pelo maior de todos defensores do povo (depois de Nosso Guia, é claro), aquele mesmo que por 40 anos tutela o Maranhão, foi lançada a campanha do desarmamento, dando uma oportunidade para aqueles 64% da população que votaram contra, para reconhecerem sua culpa na chacina de Realengo e riscarem do mapa o hediondo comércio de armas por essas bandas. Só assim, sem armas, poderemos exercer plenamente nossa vocação pacifista!
Claro que isso aplaca a fúria moralista de nossos governantes mas não resolve absolutamente nada. Se o objetivo do plebiscito é evitar acontecimentos como os de Realengo, devemos também votar contra a venda de qualquer produto inflamável (ãcool, gasolina, etc), butijões de gás, facas, canivetes, ou seja, qualquer coisa que coloque atende contra a vida de terceiros!
Resumindo vamos gastar o dinheiro do povo (leia-se impostos) com questões que realmente atendam ao interesse de todos. Sugestões para plebiscito: voto distrital contra lista fechada dos partidos, concessão contra modelo de partilha no pré-sal, privatização ou não dos aeroportos, etc.
Assinar:
Postagens (Atom)
