Acabo de assinar um abaixo-assinado que rola na Internet cujo objetivo é pressionar as autoridades bancárias internacionais a congelarem os recursos que Mubarak subtraiu (uma forma mais elegante de dizer roubou) do Egito durante a sua dinastia de 30 anos, fortuna essa avaliada em US$ 70 bilhões.
Como diz o próprio e-mail que solicita o engajamento de todos na campanha (justíssima, por sinal) essa montanha de dinheiro corresponde a um terço do PIB egípcio. Vou repetir: UM TERÇO de toda a riqueza acumulada pelos Egito em 30 anos.
Apesar de ser justificável o movimento, cabe uma ressalva. Mubarak NUNCA poderia ter "roubado" US$ 70 bilhões! A razão é simples: nenhum ser humano ou empresa na face da Terra dispõe de tanta liquidez! Acho que a empresa com mais dinheiro em caixa (ou com aplicações em banco) é a Microsoft seguida da Exxon (algo em torno de US$ 30 bi).
Na verdade diria com muita certeza de que não mais do que mil empresas no mundo todo possuem patrimônio líquido dessa magnitude.
Com muito favor Mubarak pode ter uns US$ 7 bilhões, o que já é uma fortuna! Para ele ter chegado à cifra estimada pelo movimento, ele teria que ter roubado e vendido os "tesouros dos faraós". Também difícil de concretizar. Imagina um banco suíço recebendo um sarcófago para depósito.
Por outro lado, Mubarak pode ter comprado uma carteira de ações por meros US$ 700 milhões (com Microsoft, Apple, Google, Vale entre outras) que se multiplicou por 100. Uma taxa anual de 26% durante 30 anos. Um desempenho brilhante!
Nesse caso é justo que se pague ao ditador pela administração do dinheiro uma taxa anual de administração (2%) e outra remunerando o desempenho (15%).
Dessa forma Mubarak ficaria com US$ 12 bi e devolveria US$ 58 bi.
Brincadeiras à parte, o link para quem quiser ajudar para o congelamento dos ativos do ditador, sejam quais forem e em qualquer montante, é o seguinte:
http://www.avaaz.org/po/mubaraks_fortune/?vl
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Estilos
Nos últimos 16 anos podemos observar o antagonismo existente nas pessoas de nossos Presidentes. Tivemos a nos governar o Presidente Intelectual e o Presidente Celebridade. Apesar do enorme fosso que os separa em termos de educação formal, ambos tem história política construída na ditadura, com passagem pela Constituinte de 88 (apesar do Presidente Celebridade à época ter se recusado a assinar a nova Carta e ter dito em alto e bom som que na Casa se encontravam pelo menos 300 picaretas), etc.
Dentro dos seus estilos e aproveitando cada um a sua maneira o momento econômico favorável (no caso do Celebridade) ou turbulento (no caso do Intelectual), ambos imprimiram seu estilo à Presidência da República.
A pergunta que faço é qual o estilo atual? Pouco falar e muito trabalhar, fazendo um total contraponto a seu "padrinho" político? Ou adotar uma postura mais de magistrada e de arbitradora dos grandes conflitos políticos envolvidos em administrar o país se aproximando mais do Presidente Intelectual?
A Presidente deverá tentar imprimir sua própria marca em um Governo que inicia em um ambiente político interno conturbado e perspectivas sombrias no ambiente internacional por conta de um quadro geopolítico instável e inflação acelerada.
Veremos qual será o estilo Dilma com o desenrolar dos acontecimentos.
Dentro dos seus estilos e aproveitando cada um a sua maneira o momento econômico favorável (no caso do Celebridade) ou turbulento (no caso do Intelectual), ambos imprimiram seu estilo à Presidência da República.
A pergunta que faço é qual o estilo atual? Pouco falar e muito trabalhar, fazendo um total contraponto a seu "padrinho" político? Ou adotar uma postura mais de magistrada e de arbitradora dos grandes conflitos políticos envolvidos em administrar o país se aproximando mais do Presidente Intelectual?
A Presidente deverá tentar imprimir sua própria marca em um Governo que inicia em um ambiente político interno conturbado e perspectivas sombrias no ambiente internacional por conta de um quadro geopolítico instável e inflação acelerada.
Veremos qual será o estilo Dilma com o desenrolar dos acontecimentos.
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