De acordo com a última pesquisa Ibope sob a avaliação do atual Governo, estou entre aqueles míseros 4% da população que o consideram "ruim ou péssimo".
De modo a evitar embaraços para familiares e amigos, resolvi listar algumas razões para justificar minha avaliação, caso algum dia um instituto de pesquisa queira saber a minha opinião:
Economia: nada fez. O Governo Lula apenas deu continuidade às políticas econômicas do Governo FHC (graças a Deus!). Não considero nenhum mérito de Lula ter dado continuidade ao tripé metas de inflação, câmbio flexível e superávit primário, implantado por FHC.
Área Social: idem. O Bolsa Família foi adotado na administração passada a partir de um projeto desenvolvido inicialmente em Campinas e adotado em Brasília. O atual governo expandiu o seu alcance e afrouxou os controles.
Educação: o programa mais visível de Lula foi o ProUni, de alcance duvidoso. No ensino básico e médio estão aí as provas à nível nacional e internacional, que analisadas corretamente, mostram que estamos patinando enquanto nossos concorrentes avançam.
Gestão Pública: desastre total. Contratação desenfreada de pessoal, aparelhamento dos cargos de confiança, aumento da folha salarial acima da inflação e PIB. Tudo sob a falácia de que gasto público não é despesa e sim investimento.
Política Internacional: apoio incondicional a ditadores e regimes totalitários e os "sucessos" de acordo nuclear com Irã e na mediação de um acordo de paz no Oriente Médio falam por si. Fracasso na tentativa de eleger um brasileiro para cargos de importância em algum órgão internacional de peso.
Política Industrial: reintrodução do intervencionismo estatal, eleição de empresas campeãs turbinadas com financiamento farto e subsidiado do BNDES às custas do contribuinte brasileiro.
Meio Ambiente: a Ministra encarregada da pasta no início do Governo, pediu demissão e concorre a eleição por outro partido. Sem comentários.
Setor Bancário: lucros do setor cresceram 420% no Governo Lula em relação ao Governo FHC. Destaque para as políticas de crédito do Banco do Brasil e Caixa. Um dia a conta chega.
Reformas Estruturais: nenhuma. Reforma fiscal, trabalhista, política e previdenciária ficaram para o próximo governo lúcido. Corremos o risco de esperar por mais 12 anos.
Base Governista: José Sarney, Fernando Collor, Jader Barbalho, Renan Calheiros e Severino Cavalcanti, só para citar alguns. Partidos submissos e dóceis brigando por cargos. Congresso desmoralizado após o escândalo do mensalão ("eu não sabia de nada!").
Pré-sal e Petrobrás: tentativa tosca da volta da campanha do "Petróleo é Nosso!". Politizar a questão significa prejudicar acionistas (especialmente estrangeiros) da Petrobrás, endividar a empresa acima da sua capacidade e criar cargos para amigos em estatais.
Royalties do Petróleo: a maneira que o Congresso com base Lulista arranjou para fazer política de bairro com o dinheiro dos estados produtores. Mas os cariocas vão dar o troco e ajudarão a eleger a candidata oficial.
Resumindo o Governo Lula: seu "sucesso"pode ser explicado pelo exuberante crescimento econômico mundial e pelo apetite chinês por nossas commodities (ferro e soja principalmente) durante o seu mandato e pela manutenção e ampliação de políticas criadas no Governo FHC.
Mas apesar de todo esse ambiente favorável, o Brasil não cresceu mais do que a maioria dos países emergentes no mesmo período e nem lançou as bases que assegurará um crescimento sustentável no longo prazo.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Muito bom resumo, Ricardo!. De fato, é de estranhar um percentual tão alto de aprovação deste governo. Afinal, ele não fez N-A-D-A!!
ResponderExcluirAbraços.