Na coluna no site Investimentos e Notícias comento sobre a oportunidade e os riscos associados no investimento em ações da Petrobrás (ver artigo).
Celebrada como a maior operação da história do mercado de capitais de todos os tempos (bem ao estilo Nosso Guia), a operação de capitalização da Petrobrás já tem um grande vencedor : o Governo no seu estado mais intervencionista.
O atual projeto de exploração do pré-sal está sendo vendido para o grande público, especialmente para o menos esclarecido, como sendo o nosso bilhete premiado para o mundo desenvolvido, pois teremos mais recursos para educação, saúde, infra-estrutura, etc.
Pelo seu fácil apelo popular, estamos presenciando o retorno simulado de uma campanha do tipo "O Petróleo é Nosso!", como justificativa para mais intervenção estatal na economia com o uso da Petrobrás como instrumento de uma política industrial nacionalista ultrapassada pois a obriga a comprar 65% de suas encomendas no Brasil sob a alegação de combate a "doença da vaca holandesa". Tudo isso claro, com financiamento barato do BNDES para os amigo-empresários.
Dessa forma a Petrobrás, com suas encomendas direcionadas, alimentará cartéis que se estabelecerão no Brasil, cobrando mais caro por produtos e serviços piores, reeditando o ciclo vicioso dos anos 70 que desaguaram na crise da dívida externa e na hiperinflação dos anos 80.
Para quem se sentir confortável em ser sócio do Governo nessa empreitada a hora é agora.
Eu particularmente, preferiria estar em um ambiente de maior competição e de menos intervenção, pois foi graças ao fim do monopólio na exploração do petróleo que a Petrobrás saiu do ostracismo e se tornou uma empresa eficiente e respeitada no mundo todo.
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