Quando perdeu as eleições de 94 e 98, Lula não conseguia entender porque perdia sistematicamente as votações nos grotões, embora tivesse uma boa votação junto à classe média, artistas, funcionários públicos e intelectuais de esquerda.
Mesmo em 2002 quando foi eleito pela primeira vez, não teve uma votação assim tão espetacular junto aos eleitores mais humildes como a obtida em 2006 e como obterá a sua candidata em outubro próximo.
Por muito tempo ele não entendia porque o povão não votava em um nordestino retirante legítimo que ascendeu politicamente até atingir o cargo máximo em seu país e que tinha experimentado na vida as mesmas dificuldades de seus conterrâneos.
Ao meu ver isso acontecia porque Lula não falava para os pobres do Brasil. Ele falava para a companheirada e repetia espertamente o que soava como música para seu público cativo.
Já no Governo, Lula aprendeu a se comunicar com os pobres e adotou políticas públicas que o colocaram como o presidente que dá dinheiro, aumenta o salário mínimo e cuida deles. Ou seja, Lula ao se tornar o "pai dos pobres", reinventou o velho coronelismo nordestino, só que agora com cartão de benefícios e maciça propaganda governamental.
O sucesso dessa estratégia política fica claro agora na eleição. Pesquisa realizada pelo Globo junto a eleitores da zona da mata de Pernambuco, deixa claro que para o povão sigilo fiscal é mesmo aquele sujeito que o Lula disse que ninguém encontra.
Dos 50 entrevistados, apenas 1 sabia o que era sigilo. Mas não sabia o que era sigilo fiscal. Quanto a fiscal, todos sabiam que era o sujeito que fica na feira ou que trabalha na prefeitura local.
Assim quando pergunta para a platéia "aonde está esse tal de sigilo que ninguém nunca viu", Lula usa de esperteza política pois sabe da ignorância de seu eleitorado e se vangloria. Pois provavelmente para esses eleitores mais humildes, sigilo deve ser mesmo um primo encrencado de um tal Virgílio.
Na verdade, Lula como presidente do país, deveria morrer de vergonha por não oferecer aos brasileiros condições mínimas de cidadania para que possam entender o real significado das palavras e o mundo ao seu redor.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
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