A condução da política internacional brasileira padece de coerência.
Particularmente se analisarmos os movimentos que fizemos no cenário internacional no último ano. Segue uma pequena lista:
1) O fiasco da tentativa de se colocar como mediador do conflito no Oriente Médio;
2) O acordo nuclear com Irã patrocinado juntamente com a Turquia, seguido pelo voto contrário às sanções aprovadas pelos membros do Conselho de Segurança da ONU inclusive com o apoio de aliados históricos do Irã como China e Rússia;
3) Os comentários infelizes sobre presos políticos cubanos comparando-os a presos comuns durante a visita ao parque jurássico do comunismo caribenho;
4) O não reconhecimento das eleições democráticas em Honduras após o exílio de Manuel Zulaya em nossa embaixada organizado e patrocinado por Hugo Chávez sem o conhecimento das autoridades brasileiras;
5) O apoio incondicional a todo e qualquer ditador africano.
Sob as mais variadas razões e alegações o Governo insiste em dar as costas aos valores que são caros aos brasileiros e a sua secular bem sucedida diplomacia de resultados.
Os motivos que levam o Governo a adotar tais políticas são obscuros, mas certamente estão fundamentados em contradições do tipo da não-intervenção nos assuntos domésticos de outros países ou do pragmatismo comercial.
Dessa maneira vamos pouco a pouco construindo uma imagem perante ao mundo de país tolerante com déspotas, sem valores democráticos e ultimamente sem respeito pelos direitos humanos ou liberdade de expressão, daqueles que sofrem sob regimes autoritários.
Princípios não podem ser flexíveis e moldados à conveniência do momento. Se nos acostumamos a meia democracia ou a um pouco de liberdade, acabamos sem nenhuma.
Por sinal a Rússia acaba de divulgar que o Irã está muito próximo de adquirir os meios para a construção de um artefato nuclear.
É a cereja que falta no bolo das nossas trapalhadas internacionais.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
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