quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A Cara do Governo Dilma

O ministério "econômico" indicado pela presidente Dilma faz por merecer o adjetivo.

Ele é realmente econômico de peso específico, uma vez que seus componentes são, quando muito, burocratas qualificados mas sem nenhuma projeção doméstica ou internacional, exceção feita ao atual ministro Mantega, pelo fato de estar a frente do cargo por mais de 4 anos.

Essa por sinal, deverá ser a tônica no preenchimento dos demias cargos que deverão atender critérios para satisfazer a base do que efetivamente de competência ou mérito.

Assim sendo o governo Dilma dá sinais claros que será um governo aquém das reais necessidades do país. Teremos quando muito, um "mais do mesmo".

Pouco se ousará tanto nas reformas de que o Brasil necessita para avançar, quanto na continuidade obtusa de gerir o desenvolvimento através de um diretriz de planejamento estatal, como colocou "com muito orgulho" a indicada para ocupar o ministério do Planejamento, que continuará como gestora do PAC (???).

Fica claro de início que Dilma quer o controle absoluto dos investimentos e dos gastos públicos, talvez para justificar a sua fama de "excelente" gestora, imprimir seu estilo de governar e abusar das contas públicas à sua conviniência, como muito bem lhe ensinou seu Guia nos últimos 2 anos.

Por outro lado, Dilma não é um "bicho" político como Lula e terá um difícil relacionamento com o Congresso. Daí a importância de um apaziguador como Palocci para servir de ponte entre eles.

Sem esquecer o que recentemente nos disse Nosso Guia de que depois de aposentado seguirá na política com um projeto de consolidação da esquerda no Brasil. Traduzindo: continuará firme no leme político do governo Dilma.

Ou seja, nos momentos mais delicados politicamente, a romaria a São Bernardo será intensa. Sugiro as companhias aéreas explorarem esse novo filão a partir de Brasília.

Assim a agenda política do governo Dilma será pobre e acomodativa. A votação mais polêmica será a do modelo de exploração dos recursos do pré-sal, que só andará depois de estabelecido o novo rateio entre estados e municípios do "butim" dos royalties e participações especiais às custas dos estados produtores (perdeu, Rio!).

A estratégia traçada é de não fazer muita marola, sem propostas ousadas e sem afrontar o mercado, para que em 2014 tenhamos um retorno tranquilo de Nosso Guia.

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