quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Prova de Incompetência - 2

Crise mundial em 2008. No meio de um aperto de liquidez fenomenal, o Governo através de seus bancos oficiais injeta recursos no sistema bancário. Alguns bancos pequenos sofrem mais e o Governo autoriza que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal adquiram participações em alguns desses bancos.

Resposta ágil a um problema que começou nos países governados por homens louros de olhos azuis e que se alastrou pelo mundo. Poucos meses depois o Brasil emergia como o último a entrar na crise e o primeiro a sair.

Sucesso absoluto. O mundo se curva à solidez de nossas instituições financeiras e a determinação de nossos governantes em resolver o gigantesco problema. Fica provado que por aqui chegou mesmo uma marolinha. Podemos ensinar aos banqueiros centrais das principais economias mundiais como controlar com mão de ferro as suas instituições.

Mas alguma coisa está errada. Se nosso sistema de supervisão bancária deve servir de exemplo para o mundo, como explicar as "fraudes" no montante de R$ 2,5 bilhões no Banco Panamericano?

Afinal de contas já se passaram 12 meses que a Caixa comprou 49% das ações ordinárias do Panamericano por R$ 739 milhões. Será que ninguém auditou o banco adquirido durante todo esse tempo? Será que o Banco Central não estava a par das dificuldades do Panamericano e não alertou a Caixa sobre isso? Ou eles achavam que era só um problema temporário de liquidez?

Tudo leva a crer que compraram o banco sem analisar corretamente a qualidade dos ativos, uma vez que uma fraude desse tamanho para um banco especializado em crédito consignado (baixos valores e risco) e financiamentos de automóveis (garantidos pelo próprio bem financiado), só pode vir de muito tempo (vide Banco Nacional sobre o assunto).

Sendo assim fica uma pergunta no ar: por que esse assunto só veio à baila agora depois das eleições? Incompetência ou má-fé?

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