Finalmente podemos ouvir algum comentário da presidente eleita com relação a política externa a ser adotada por ela.
Entre os chavões de sempre ela mais uma vez pontuou que o Brasil pode dar exemplo ao mundo por ter um povo pacífico qie convive bem com seus vizinhos, que gosta da paz e que sabe que não se resolve conflitos pela imposição da força. Só isso já nos garantiria condições de pleitear um assento pemanente no Conselho de Segurança da ONU.
Sendo assim, como podemos explicar as mais de 330 mil mortes por armas de fogo ocorridas em solo brasileiro nos últimos 10 anos?
Isso mesmo. Nos últimos 10 anos as mortes por armas de fogo registradas no Brasil superaram o número de vítimas de 23 conflitos armados no mundo, perdendo apenas para as Guerras civis de Angola e da Guatemala. Superamos até a soma de mortos ocorridas nas guerras do Iraque e Afeganistão.
Diante de tamanha demonstração de pacifismo, qual seria o argumento vencedor para o Brasil ser merecedor de um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU?
Nossa liderança regional? Perguntem a Argentina e México o que eles acham da ideia.
O tamanho de nossa economia? De fato temos condições de nos tornarmos a quinta economia do mundo em pouco mais de 6 anos. E daí? Seremos uma economia voltada cada vez mais para a exportação de produtos primários. Nesse caso Austrália, África do Sul e Canadá também deveriam estar lá. Tamanho da população? Brasil dentro e Indonésia fora?
Não sei não, mas acho que nos falta argumentos vencedores para sentarmos naquela cadeirinha...
sábado, 20 de novembro de 2010
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