Como um projeto do PAC com palanque para todos, fotos e discursos emocionados de que a diplomacia venceu a força, foi anunciado o acordo entre Irã, Brasil e Turquia com relação ao programa nuclear iraniano.
Mas como toda boa obra inacabada do PAC brasileiro, o acordo já nasce condenado a se tornar um "imbroglio".
Para ter validade o Irã impôs que EUA, Rússia, Inglaterra, França, Alemanha e China concordem com o acordo. Além disso, o fato de o Irã trocar combustível pobre por material enriquecido na Turquia, não impedirá a continuação do programa de enriquecimento de urânio a 20% dentro do território iraniano, como disse Ali Akbar Salehi, diretor da Organização de Energia Atômica do Irã.
Como essa era a principal demanda dos países favoráveis às sanções, fica claro que a estratégia do Irã é de ganhar tempo. Porém do ponto de vista da diplomacia brasileira alguns objetivos foram plenamente alcançados.
Primeiro embaraça os EUA sempre visto como beligerante, especialmente se insistirem em aplicar sanções econômicas contra o Irã diante do acordo. Segundo o Brasil passa a ser visto como importante mediador em questões internacionais representado por seu "carismático" Presidente. Por fim, se nada der certo, a culpa sempre será dos outros.
Acho que o Nobel da Paz para Lula ficou mais longe, uma vez que o Irã não abriu mão de suas ambições nucleares. Mas para o público interno, as fotos do retirante nordestino tentando mudar o curso da história, tem lá o seu valor.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário