O pacotaço financeiro de US$ 940 bilhões vai na direção de blindar de vez a zona do euro, mandando uma mensagem muito clara aos mercados de que o Euro como moeda veio para ficar, de que existe unidade política na Europa para resolver problemas quando eles se apresentam, e finalmente afastando os "lobos do mercado para outra frequesia" pois o "caçador" está na área.
Euforia nas Bolsas, euro se valoriza, os títulos das dívidas dos países recuperam seu valor, banqueiros e investidores respiram aliviados, e a vida volta ao normal. Será?
O lado bom de toda a crise é que todos se mobilizam para tentar acaba-la o mais rapidamente possível evitando assim o chamado "ponto de não retorno", como aconteceu, por exemplo, na crise de 1929 quando as autoridades monetárias demoraram para agir e quando o fizeram, erraram completamente tanto diagnóstico quanto os remédios que prescreveram (os BC's aumentaram os juros!).
É muito positivo estabelecer a ordem no mercado financeiro e afastar qualquer possibilidade de calote de dívida. Mais importante ainda será atacar as causas dos problemas e não as suas consequências. Esse é o dever de casa que a Europa precisa fazer para evitar que as medidas adotadas não apenas representem o adiamento do problema.
Por último, as urnas falaram na Alemanha. A grande derrotada foi a Chanceler Merkel que perdeu a maioria no Parlamento e agora terá que negociar com a oposição para poder governar.
A razão da derrota? A aprovação do pacotinho alemão de US$ 27 bilhões de ajuda para a Grécia pelo Parlamento na última sexta-feira. Segundo pesquisas 80% da população era contrária a ajuda. Por sinal, a votação ocorreu antes da divulgação do pacotaço.
Confesso que tive preguiça de procurar a tradução de "pacote" para outras línguas como finlandês, grego, etc...
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