sábado, 22 de maio de 2010

O Avanço Chinês

Depois de invadir a África com financiamentos com prazos de pagamento dilatados (40 anos), mão-de-obra barata (condenados chineses que moram em containers em navios atracados nos portos) e projetos de infra-estrutura que atendem seus próprios interesses, a China começa a desembarcar na América do Sul.

Com dinheiro em caixa e a necessidade de manter o fluxo contínuo de suprimento das commodities consideradas estratégicas para o seu crescimento (petróleo, minérios e comida), os chineses estão se tornando sócios de empresas produtoras por essas bandas.

Primeiro foi o investimento de US$ 20 bilhões na Venezuela de Hugo Chávez para exploração dos novos campos na rica província do Orinoco, e agora a aquisição por US$ 3 bilhões de 40% em um campo petrolífero na Bacia de Campos. Isso uma semana depois de terem adquirido por US$ 1 bilhão, sete empresas de transmissão de energia no Brasil.

Até aí nada demais. Mas gostaria de chamar a atenção para o artigo sobre a expansão do poderio naval chinês publicado pelo NYT no dia 23 de abril.

O artigo chama a atenção para uma conversa reservada ocorrida em março último quando oficiais da Marinha chinesa informaram aos seus equivalentes americanos que não mais permitirão interferências estrangeiras no Mar do Sul da China.

Muito embora a intenção dos chineses não seja a de confrontar militarmente os americanos num futuro próximo, parece claro que querem tomar para si a responsabilidade de proteger seu comércio e seus interesses em águas internacionais.

Logo se um dia nos depararmos não com a 5ª frota americana, mas com uma esquadra chinesa "tomando conta" de seus investimentos no Atlântico Sul, ninguém vai ficar com cara de espanto.

Era só ter lido alguns jornais da época.

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