terça-feira, 11 de maio de 2010

Golfo do México e Pré-Sal

Já se passaram quase 3 semanas e o vazamento de petróleo no Golfo do México continua. Várias tentativas de conte-lo estão em curso mas sem sucesso. Um enorme cone projetado para ser colocado em cima do vazamento e recolher o óleo falhou. A tubulação por onde seria recolhido o petróleo entupiu. Um novo cone será lançado ao mar hoje na expectativa de que o problema não se repita e a mancha de óleo possa ser contida.

Além do desastre ambiental local, que já ameaça a vida marinha e os ricos bancos de ostras da Lusiânia, a mancha de óleo pode atingir a costa oeste da Flórida, prejudicando seu turismo às vésperas do verão americano, podendo chegar ao Oceano Atlântico e a costa leste americana via corrente do Golfo. Uma enorme dor de cabeça para Obama que recentemente autorizou a perfuração de novos poços marítimos contrariando ambientalistas americanos.

Como o problema do Golfo do México nos afeta? Diretamente em nada uma vez que as correntes do Golfo não passam por nossas costas. Entretanto estamos no início da exploração de petróleo na camada do pré-sal no Brasil em profundidades bastante superiores à do Golfo do México, e não podemos ignorar as possibilidades de um desatre semelhante por aqui.

Estaremos lidando com uma operação muito mais complicada do ponto de vista de engenharia e logística, tanto para a retirada do petróleo como a correção de eventuais problemas.

Em véspera de eleições e com o pré-sal tendo tratamento de plataforma eleitoral, fica difícil um debate de alto nível sobre a questão dos royalties, criado justamente para indenizar os estados produtores pela utilização de sua infra-estrutura e por possíveis desastres ambientais.

O desastre do Golfo do México deveria servir de alerta para os políticos brasileiros que fazem demagogia eleitoral federativa, quando deveriam tratar o assunto com a seriedade necessária.

Fica estranho o silêncio dos políticos do Rio de Janeiro a esse respeito.

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