Será que sou eu só, ou mais alguém tem essa sensação estranha de ao atravessar a linha do Equador no sentido norte-sul, estamos retrocedendo no tempo?
Essa sensação fica ainda mais clara depois da leitura do jornal do dia da chegada.
Parece que durante todo o período que ficamos fora do país nada acontece, nada muda. Em cada página de jornal, verificamos e constatamos quão medíocres são nossas ambições nacionais.
Ainda discutimos se fulano ou beltrano são neoliberais. Nos vangloriamos de só termos candidatos a presidência de esquerda. Comparamos governos para apontar qual o melhor como em um concurso de misses. Programa de governo para o futuro, nem pensar. A palavra de ordem é continuidade.
Aumentamos salários de aposentados e mais ainda para funcionários públicos em ano de eleições. Como pagar no futuro? Não importa, pois como já disse Nosso Guia, aumento de salário não é gasto e sim investimento.
Sob a visão distorcida da realidade, baseado no discurso enebriante de que nunca na história desse país se fez tanto (tanto o quê?), vamos perdendo as oportunidades de nos transformarmos em um país justo e desenvolvido de verdade.
Hoje vivemos na segregação que nos impõe o Governo entre aqueles que usufruem dos impostos cobrados daqueles que trabalham e produzem.
Os primeiros são os amigos, os camaradas e aqueles que recebem algum tipo de mesada que vão dar a eles os votos para que se perpetuem no poder.
Os demais são os otários.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
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