Como todo brasileiro e apreciador do bom futebol, tenho assistido alguns jogos dessa Copa do Mundo mais sem graça que já tive a oportunidade de assistir.
Digo assistir pois a primeira de que me recordo, acompanhei no rádio quando tinha 9 anos.
Foi a Copa da Inglaterra e lembro muito bem do meu sofrimento ao escutar o narrador brasileiro aos berros reclamar de como Pelé era implacavelmente perseguido pelos portugueses, que distribuiam pontapés a vontade sem que o árbitro tomasse qualquer atitude (bem que Lucio poderia retribuir e dar umas bordoadas no metrossexual lusitano).
Se não me falha a memória futebolística, foi a primeira e única vez que não passamos para as oitavas em uma Copa do Mundo.
Pois bem, minha indignação durou 4 anos e só foi aplacada depois que Pelé, Tostão, Rivelino e claro, o botafoguense Jairzinho levaram definitivamente para o Brasil a Taça Jules Rimet (aquela mesma que seria derretida por essas bandas tropicais) depois de vencerem a Copa do México.
Foi a primeira Copa transtida ao vivo para o Brasil. Em preto e branco! Lembro de ter assistido a todos os jogos da Copa do México, sempre usando a mesma roupa (era lavada entre os jogos), sentando no mesmo sofá e celebrando com meus amigos de Colégio Andrews.
Bons tempos quando o futebol era realmente uma paixão e não um negócio. Quando sabíamos que os jogadores voltariam para os seus clubes de origem no Brasil e podíamos ter a chance de ir ao Maracanã ou Morumbi e vê-los em ação por nossos times.
Era a época de ouro de nosso futebol! A época de uma geração muito talentosa que deixa saudades em todos aqueles que tiveram o privilégio de assistir a uma geração de craques que encantaram o mundo.
Tão marcante que o porteiro hondurenho do prédio que me hospedei recentemente em NY, citou de cabeça a escalação do escrete canarinho de 70, não deixando de mencionar alguns reservas daquela seleção, como Paulo Cesar Caju, entre outros.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
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